Já parou para pensar qual o primeiro campo que você preenche ao buscar anúncios de imóveis? É bem provável que seja o bairro. É claro que o tamanho e o valor do imóvel são muito importantes, mas a localização também é fator determinante – e impacta diretamente no seu estilo de vida.

Comprar um imóvel sem avaliar bem o entorno pode fazer com que você tenha surpresas no futuro. E isso está ligado diretamente à região da cidade. Por isso, é fundamental estar bastante seguro ao decidir se prefere um bairro residencial ou um mais central.

Ambos oferecem boas oportunidades de negócio, mas é preciso ficar bem atento ao perfil que você procura. Para isso, considerar seu estilo de vida e seus objetivos a curto e médio prazo é a melhor forma de identificar qual localização atende suas necessidades. Para facilitar sua escolha, separamos abaixo vantagens e desvantagens de residir em bairros ou em regiões centrais.

Bairro residencial

Geralmente, o bairro residencial tem menos estabelecimentos comerciais concentrados nas vias principais ou em pequenos centros. A circulação de pessoas e veículos também costuma ser menor. Menos fluxo nas ruas significa mais tranquilidade e silêncio. E também facilita a identificação de movimentações estranhas na região, aumentando a sensação de segurança.

Outra característica do distrito residencial é haver menos áreas construídas. Sobra, assim, espaço para áreas verdes e também para a construção de imóveis maiores, o que faz toda a diferença para famílias numerosas, com crianças e animais de estimação. Em contrapartida, bairros de perfil residencial ficam distantes dos grandes centros comerciais. E isso pode significar morar longe do trabalho e ter que gastar mais tempo em deslocamento e até em congestionamentos.

Bairro central

As regiões centrais têm perfil mais funcional, a começar pelo tipo de imóvel. Em geral, são apartamentos com metragem menor, mas projetados para otimizar cada espaço. E os valores também costumam ser compatíveis com o tamanho, ou seja, mais atrativos.


As áreas centrais têm mais opções de transporte público com acesso a todos os cantos da cidade, sobretudo onde há rede de metrô. E, via de regra, no centro os moradores têm acesso fácil a museus, casas de shows e até apresentações de rua. Morar no centro facilita a locomoção para quem prefere caminhar ou andar de bicicleta. É possível encontrar praticamente todo tipo de serviços a poucos passos de casa. E com tudo mais próximo, dá para economizar tempo de deslocamento e gastos com transporte.

O problema é que tanta praticidade gera alto fluxo de gente e de carros, ônibus, motos, etc. E o resultado é mais barulho, aglomeração. E nos lugares com concentração de bares, restaurantes e casas noturnas, essa movimentação não cessa nem ao anoitecer. Além disso, o tráfego maior de veículos e a limitação de áreas verdes tornam os bairros centrais mais poluídos. O que pode afetar a saúde, principalmente de quem tem problemas respiratórios.