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Imóveis comerciais ainda são uma boa opção de investimento?

No pós-pandemia, o home office será onda passageira ou vem para ficar? Diante da incerteza, a baixa no mercado é, ao mesmo tempo, oportunidade e risco


Da Redação

14/08/2020 - 2 minutos de leitura


As chamadas lajes corporativas deverão sofrer uma desvalorização/ Foto: Getty Images

O distanciamento social e as demais medidas para evitar o avanço do novo coronavírus devem influenciar – e muito – a rotina e o estilo de vida das pessoas no cenário pós-pandemia. E essa mudança impacta até mesmo o mercado imobiliário.

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Não são poucas as empresas que, diante da nova realidade, se organizaram para manter os seus funcionários em esquema home office, diminuindo o seu custo operacional e acarretando no destrato de imóveis comerciais.

“Todo mercado é regulado por oferta e demanda. Se há uma oferta maior do que a demanda o preço cai e vice-versa. Quanto mais gente querendo comprar, maior fica o preço; quanto menos gente querendo comprar, menor o preço”, explica Alexandre Calazans, Diretor de incorporação da Cury Construtora.

“O mercado comercial já vem cambaleando há cerca de cinco anos. Existe uma grande oferta de saletas, principalmente aqui em São Paulo, em algumas regiões da cidade próximas a estações de metrô. Para este segmento pode ser que exista algum mercado. Mas, majoritariamente, é um produto que ninguém está procurando no momento”, informa Calazans.

Adaptação ao home office

Ainda que esteja em alta, o teletrabalho não pode ser realizado por todas as funções dentro de uma empresa e, também, requer cuidadosa adaptação. “Ainda não existe regulação legal trabalhista para esta situação e a definição jurídica que venha a ser dada para a matéria poderá afetar a decisão empresarial de incrementar ou não o trabalho remoto”, esclarece Bence Pál Deák, economista e advogado especializado em Direito Imobiliário do Deák Advogados.

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“Porém, o mercado imobiliário, em particular o comercial, consegue se adaptar às novas realidades, como aconteceu com a implantação dos coworkings, onde várias empresas dividem o mesmo espaço”, afirma Deák.

Investir ou não investir?

Dadas as atuais circunstâncias, não há como prever quando e como ocorrerá a nova demanda por imóveis comerciais. Com isso, quem deseja realizar um investimento no setor, deve repensar essa posição. “Eu acho que quem está investindo nesses ativos vai sofrer. A economia segue muito retraída, mas irá crescer. Esse crescimento de trabalho, de produção será de um jeito diferente, com mais gente em casa”, declara Alexandre Calazans.

“As chamadas lajes corporativas deverão sofrer uma desvalorização, ainda sem estimativa, seja pela pandemia, seja pela própria recessão. Não se tem uma data para que estes fatores sejam controlados”, comenta Bence Pál Deák. “As locações em shopping centers também são problemáticas. Atualmente, mesmo com a liberação parcial das atividades em shopping centers, o público ainda não retomou a frequência e o consumo nos patamares anteriores, afetando a rentabilidade destes empreendimentos.”

Ou seja, se o investidor deseja aplicar seu dinheiro em imóveis comerciais, apostando na baixa do mercado, os riscos são altos – até para quem busca lucro a longo prazo. E se o investimento já foi feito, é hora de usar a criatividade: dividir o espaço em unidades menores pode ser uma alternativa para buscar renda.

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