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3 bairros de São Paulo que tem nomes de aves

Além da inspiração indígena, a riqueza da Mata Atlântica não ficou de fora das nomenclaturas da capital paulistana


Da Redação

Há 9 dias - 2 minutos de leitura


Diversas localidades da cidade são batizadas com nomes indígenas, mas como era de se esperar, a fauna local também serviria de inspiração para alguns dos bairros/ Foto: Getty Images

Mesmo que o nome São Paulo faça alusão ao Apóstolo Paulo, as nomenclaturas dos bairros da cidade não prestam tantas homenagens aos ícones católicos e sim aos nativos da região. Diversas localidades são batizadas com nomes indígenas, como Ibirapuera, Pari e Sapopemba.

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No entanto, como era de se esperar de uma região de Mata Atlântica, a fauna local também era admirável, o que serviu de inspiração para alguns dos de bairros de São Paulo, que também são aves. Confira abaixo os três famosos bairros paulistanos que possuem denominação de pássaros.

Jaçanã

Situado na zona norte da capital, o Jaçanã ficou famoso pela célebre canção “Trem das Onze” de Adoniran Barbosa, mas o local nem sempre teve este nome. O distrito foi fundado em 1870, com o nome de Uroguapira, que na língua indígena local significa “que tem ouro”, justamente pela lenda da região possuir o valioso metal. Posteriormente, o distrito passou a ser chamado de Sítio Guapira e, somente em 1930, recebeu um nome de Jaçanã, em homenagem às aves de longas pernas e corpo avermelhado, que eram abundantes na região.

O nome do local foi alterado por um estigma que permaneceu no território, após o Leprosário, também conhecido como Hospital dos Morpheticos, ser instalado no local. O medo da hanseníase simplesmente afastou toda a população. Atualmente, o prédio do antigo Leprosário é utilizado como as instalações do Hospital São Luiz Gonzaga, que atende a população do bairro e de municípios vizinhos ao local, como Mairiporã e Guarulhos.

Perus

Posicionado na zona noroeste da cidade da garoa, o Perus e a Freguesia do Ó formam um único distrito, o bairro da Nossa Senhora do Ó, que foi desmembrado em 1934. O nome faz jus as aves, derivado do famoso pássaro consumido durante as festas de fim de ano, o Peru.

A história surgiu com os tropeiros que frequentavam a região e comumente paravam para fazer uma refeição na casa da Dona Maria, uma moradora do local. Como a Dona Maria criava a famosa ave natalina, era comum chamar o local como “Maria dos Perus”, ou simplesmente falar “vou até à Maria dos

Perus”, o que, por fim, ficou somente como “vou no Perus”, criando a nomenclatura atual.

Perdizes

Já o bairro de Perdizes, localizado na zona oeste, tem uma história muito peculiar ligada ao galináceo. Tudo teve início em 1850, quando o vendedor de garapa Joaquim Alves Fidélis e sua esposa Maria de Santa Rita foram residir na região. Joaquim criava Perdizes no quintal da sua casa, onde hoje é o Largo Padre Péricles, e como a ave é conhecida por ser muito barulhenta, a residência passou a ser um ponto de referência da região, onde todo mundo se referia como “quintal das Perdizes”. Por fim, o local foi batizado informalmente de Perdizes em 1897.

Além do mais, mesmo não sendo um distrito de São Paulo que também é uma ave, vale uma menção honrosa as vias de Moema, região da zona sul da cidade. O local possui metade das ruas, mais especificamente entre as avenidas Santo Amaro e Ibirapuera, nomeadas por pássaros, como: Canário, Jacutinga, Inhambu, Gaivota, Pavão, Rouxinol, etc. A outra metade das travessas do bairro possuem substantivos indígena: Maracatins, Nhambiquaras, Jandira, Jurema, entre outros.

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