Decoração, reforma e construção

Construção civil é um setor pouco inovador, mas eficiente, indica pesquisa

Levantamento mostra que apenas 10% dos respondentes avaliam mercado como bastante inovador

Por:Breno Damascena 19/10/2023 2 minutos de leitura
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André Chaves, VP de Indústria de Base e Bens de Capital da Falconi, defende que novas tecnologias ajudariam a resolver problemas antigos da construção/ Crédito: Divulgação/Claudio Belli

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Eficiente, mas pouco inovador. Este é o panorama atual da construção civil no Brasil, de acordo com um estudo da Falconi. Dos porta-vozes de 144 construtoras e incorporadoras que responderam a pesquisa “Termômetro do setor – Construção Civil”, apenas 10% classificam o setor como bastante inovador. Enquanto isso, 56% acreditam que o mercado é pouco ou não é inovador e 7% avaliam o nível de inovação como neutro.

O resultado contrasta com a proporção de respondentes que consideram seus negócios muito eficientes (29%) e eficientes (44%). Apenas 27% entendem que são pouco eficientes no seu negócio. “A construção civil no Brasil é muito tradicional e artesanal, e a mão de obra é de baixa qualificação, o que torna difícil trazer tecnologias novas. Os executivos ainda não materializaram como ganhar produtividade com elas”, analisa André Chaves, VP de Indústria de Base e Bens de Capital da Falconi. 

“O retrato de um ambiente conservador em relação à adoção de novas tecnologias, mas satisfeito com a eficiência do setor, mostra que muitas empresas ainda não enxergam os benefícios práticos dessas soluções”, complementa. A inteligência artificial, por exemplo, é usada por apenas 15% das companhias e a realidade virtual está em apenas 13% delas. 

Além disso, só 3% das empresas utilizam soluções IoT (internet das coisas) e Blockchain. Em contrapartida, ferramentas tradicionais, como Gestão de cronograma de obra (70%), ERP (67%) e BIM (56%) fazem sucesso dentro de negócios do setor. 

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“Quais as ferramentas e soluções baseadas no uso de tecnologia já adotadas por sua empresa e empregadas no dia a dia?”

Gestão de cronograma de obra70%
ERP67%
BIM56%
CRM45%
Drones26%
Apontamento eletrônico da mão de obra18%
Inteligência Artificial15%
Realidade virtual e realidade aumentada13%
Apontamento eletrônico do consumo de insumos10%
Apontamento eltrônico de máquinas e equipamentos8%
Impressão 3D4%
IoT (Internet das coisas)3%
Blockchain3%
Fonte: Termômetro do setor | Construção Civil/ Falconi

Desafios da inovação

Na contramão do conservadorismo observado na adoção de novas tecnologias, a maioria (37%) dos empresários da construção civil afirma que é muito provável que o setor enfrente disrupções significativas nos próximos cinco anos. Diante deste cenário, André acredita que a inovação vai se tornar uma questão de sobrevivência. “Estamos em um País com o custo de capital elevado e longo prazos de projetos. A tecnologia se traduz em aumento de produtividade e redução de custos”, justifica. 

O levantamento da Falconi também mostra que 67% das empresas estão confiantes para crescer nos próximos 12 meses. Para isso, os investimentos devem ser feitos prioritariamente na busca por concluir projetos no prazo e no custo inicialmente planejado (66%), na melhoria na experiência dos clientes (44%), na industrialização da construção (41%) e na qualificação da mão de obra (35%).

“É importante olhar para o método construtivo como uma cadeia de eventos, buscando localizar as causas dos problemas nos processos e focar naquilo que gera mais impacto. É possível, a partir disso, utilizar tecnologias para resolver problemas específicos, como adotar IoT para monitorar o uso de equipamentos em obras, por exemplo”, ilustra o executivo. 

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Para ele, este é um momento de inflexão. “As pessoas achavam que estava tudo bem, mas não está tão bem assim. A tendência é que as empresas do mercado de construção civil comecem a se movimentar mais para adotar essas tecnologias no seu dia a dia”, finaliza.

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