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Veja quando é possível recalcular o financiamento imobiliário

Menor taxa de juros histórica e portabilidade de financiamento colaboram para a redução da parcela mensal. Na pandemia, bancos dão 60 dias de carência


Da Redação

23/04/2020 - 3 minutos de leitura


Especialistas do setor dizem que o momento atual é positivo para rever as condições de financiamento/ Crédito: Getty Images

Há apenas uma forma de refazer o cálculo de seu financiamento imobiliário: renegociar as condições e os valores na aprovação de novo crédito para a compra de seu imóvel. A palavra chave no processo é essa: renegociação. E isso pode ser feito a qualquer momento após a assinatura do contrato.

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A alteração pode ser conduzida com o banco que já financia sua compra, mas também com qualquer instituição financeira que ofereça melhores condições. Essa troca de crédito de uma instituição para outra é conhecida no mercado como portabilidade – uma prática cada vez mais comum no País.

De acordo com dados do Banco Central, a portabilidade de crédito imobiliário cresceu 175% entre janeiro e novembro de 2019, movimentando R$ 1,46 bilhão a mais que o mesmo período do ano anterior. O principal fator para o boom da portabilidade é o valor reduzido da Selic, a taxa básica de juros do Brasil, que segue sua série mais baixa da história e, agora, está em 3,75% ao ano. Além disso, a Taxa Referencial (TR), que é comumente acrescida nos contratos de financiamento, está zerada desde o segundo semestre de 2018.

Como renegociar seu financiamento imobiliário?

Especialistas do setor dizem que o momento atual é positivo para rever as condições de financiamento. Rafael Sasso, cofundador da plataforma de simulações Melhortaxa, entende que, embora os bancos não tenham acompanhado integralmente a redução da Selic, o ambiente de juros baixos, inflação dentro da meta e retração econômica faz com que as instituições financeiras estejam abertas a condições mais favoráveis a quem toma o crédito.

Para Caio Carra, cofundador e COO da plataforma digital de crédito imobiliário CredHome, a possibilidade da portabilidade joga a favor de quem está disposto à renegociação. Ele aponta que financiamentos cuja taxa de juros está acima de 10% ao ano devem ser revistos o quanto antes.

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Caio cita o caso de um cliente que renegociou seu financiamento com outro banco. Com uma taxa anual de 10,5% em seu banco de origem, conseguiu em outra instituição acordo para 8,5% ao ano e, assim, abaixou sua parcela mensal de R$ 2.200 para R$ 1.800. Importante lembrar: para realizar a portabilidade é necessário que o financiamento esteja em dia.

É muito comum, contudo, que o banco de origem empate a proposta da concorrência. É um “ganha-ganha”, explicam os especialistas. O banco mantém o financiamento e o comprador evita dois problemas: a burocracia de aprovar novamente o crédito e o custo da nova operação – os bancos cobram, em média, R$ 3,5 mil como taxa de administração e é preciso emitir novo contrato no cartório, ao custo de 1% a 2% do valor total.

Renegociação na pandemia: o que fazer?

Os cinco maiores bancos do país anunciaram em março que, durante a pandemia da Covid-19, irão aceitar os pedidos de prorrogação do pagamento de dívidas e financiamentos, como é o caso do imobiliário, por 60 dias sem custo ou juro adicional além do já contratado. Mas é preciso fazer o pedido de prorrogação ao banco, caso contrário o não pagamento será entendido como inadimplência.

Para quem sofreu queda abrupta de renda ou perdeu o emprego durante a crise, além da carência de 60 dias, é praxe no mercado que haja tolerância de até três meses de atraso. Mas os especialistas recomendam nunca parar o pagamento sem aviso prévio.

É possível buscar novo acordo individual emergencial com o banco. A dica, explica Rafael Sasso, é simples: seja transparente e mostre os números à instituição. Em um ambiente de economia estagnada e juros baixos, o banco busca esgotar as condições de negócio antes da retomada do imóvel e você, certamente, também não quer arriscar o bem.

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