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O que é melhor: comprar imóvel na planta ou pronto?

Depois de feita a escolha do que atende melhor às necessidades do comprador, o maior desafio está na documentação


Verônica Lima

29/06/2020 - 2 minutos de leitura


Valorização, personalização e facilidade de pagamento são alguns dos proveitos para a aquisição de um imóvel na planta/ Crédito: Keith Dodrill em Unsplash

Na hora de adquirir um imóvel, é comum ficar em dúvida entre comprar uma moradia na planta ou uma que já esteja pronta, afinal, cada opção tem diferentes benefícios que devem ser considerados antes que essa decisão seja tomada. Para ajudar, conversamos com o advogado especialista em direito imobiliário Roberto Bigler, sócio do escritório Alves e Bigler Advogados Associados, que aponta as principais vantagens de cada um deles.


Segundo o profissional, os proveitos para a aquisição de um patrimônio na planta são aqueles que dizem respeito à valorização imobiliária futura, à infraestrutura moderna dos imóveis a serem construídos e à facilidade de pagamento parcial durante a obra. Contam também a documentação regular (segurança jurídica) e o planejamento para a mudança.

Além disso, um fator que tem sido um atrativo ofertado por muitas incorporadoras é a possibilidade de personalização dos imóveis de acordo com o gosto do cliente. “Isso evita desgastes com adequação dos espaços e aumento de custos na hora da entrega das chaves”, comenta Roberto.

Já a compra de um imóvel pronto permite mobilidade, seja do ponto de vista prático ou financeiro. “Isto é, o comprador pode mudar logo após à aquisição e se abre uma janela de negociação muito mais flexível com o vendedor. Além disso, imóveis usados tendem a ter preços e tamanhos melhores. As desvantagens consistem, principalmente, nas plantas, que em regra não são tão modernas, bem como os equipamentos que guarnecem o imóvel e o condomínio. Sem contar que já não existe mais a garantia da incorporadora”, afirma o advogado.

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Para ele, não há uma regra clara que defina quando é melhor optar por um ou outro, pois a questão passa pela análise prévia da possibilidade e da necessidade no momento da decisão pela compra. “Muitas vezes, obter um apartamento na planta pode ser um atrativo para quem não possui a totalidade do dinheiro, já que as parcelas poderão ser pagas durante a obra. Somado a isso, o planejamento para uso do imóvel pode ser futuro, como para um casal que pretende se casar”, esclarece Bigler.

Mas se você tem o dinheiro para comprar à vista e planeja aumentar família ou precisa de um imóvel em um local específico por causa do trabalho e pretende financiar, a solução é adquirir uma unidade já pronta. “Negociar uma casa hoje pode ser um excelente negócio, já que a taxa básica de juros é a menor da história.”

Cuidados

Feita a escolha, o maior desafio está na documentação, pois garante ao adquirente a compra de um bem legalizado. No caso dos imóveis na planta, esse problema é menor, já que o processo da incorporação imobiliária é bastante complexo e possui vários mecanismos de controle, seja pelo Estado ou pelo Registro de Imóveis. Esse fator aumentará a segurança jurídica do adquirente.

“Já nos imóveis prontos, o cuidado tem que ser redobrado, a análise dos riscos tem que ser muito mais profunda. Às vezes o vendedor do imóvel tem problemas judiciais e pode ter o patrimônio penhorado. Sugere-se, nesses casos, que o pretendente sempre procure um advogado especializado que possa fazer uma devida diligência, a fim de que sejam evitados riscos desagradáveis”, salienta o especialista em direito imobiliário.

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