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Como avaliar um imóvel e não cometer erros na hora da compra

Creci-SP alerta que, para adquirir um imóvel usado, é preciso atenção com estrutura e documentação

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Da Redação

07/05/2020 - 2 minutos de leitura


O ideal é contar com a análise de um engenheiro ou arquiteto/ Foto: Getty Images

Comprar um imóvel é um passo importante, principalmente o primeiro, quando busca-se deixar o aluguel para ter a sua casa própria. Porém, essa tarefa requer cautela, sendo necessário ter muita atenção para analisar se a casa à venda é realmente um bom negócio.


De acordo com o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), caso o apartamento ou casa seja usado, os cuidados devem sempre ser redobrados, principalmente quando a negociação é tratada de forma direta com o proprietário, sem o auxilio de um profissional, como um corretor, imobiliária ou sem recorrer a um financiamento bancário. Dessa forma, é importante contar com uma avaliação do imóvel, para saber se o local não apresenta problemas.

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O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, ressalta que é importante observar se não existem manchas ou bolor em paredes ou tetos, pois essa é uma indicação de problemas relacionados a vazamentos e infiltrações. Rachaduras e trincas também não são bons sinais e o ideal é contar com a análise de um engenheiro ou arquiteto.

É ainda indispensável observar as instalações hidráulicas e elétrica da casa e verificar o estado dos vidros das janelas, portas, varandas ou sacadas. Telhas e forros de PVC, gesso ou outros materiais do tipo, precisam ainda estar em boas condições para não depreciar o valor da unidade. Com a opinião de um profissional, que fará uma perícia minuciosa, o comprador terá mais segurança para comprar o bem, reduzindo as chances de ter dores de cabeça com problemas que podem aparecer logo.

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Cuidado com a documentação

O Creci-SP recomenda ainda que o comprador deve ter atenção com os documentos da habitação e não deve deixar de pedir a Certidão de Registro de Imóveis, que pode ser solicitada em um cartório da região. Nela, é possível identificar se quem está vendendo a residência é mesmo o proprietário oficial e assim evitar possíveis golpes.

Outros documentos importantes são as Certidão de Distribuidor Trabalhista, Certidão Negativa da Justiça Federal e Certidão de Distribuidor Cível. Eles servem para que seja demonstrado que o proprietário não tem nenhum processo ou dívidas que podem acarretar em penhora do imóvel.

Outras declarações que devem buscar na compra de uma propriedade é a certidão de débito do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que pode ser tirada na prefeitura da cidade e que comprova que a propriedade está em dia, sem nenhuma dívida. No caso da casa ou apartamento estar em um condomínio, não se esqueça da Certidão de débito, que pode ser solicitada ao síndico ou à administradora do local.

Por último, caso o imóvel vendido tenha menos de cinco anos de construção, lembre-se de requerer a Certidão Negativa de Débitos Previdenciários e Trabalhistas (CNDT), que é referente ao comportamento da construtora. A papelada é responsável por identificar se a empresa responsável pela edificação possui alguma inadimplência em processo de execução trabalhista definitiva. Após a emissão, a certidão é válida por até 180 dias.

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