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“Não existe justificativa de engenharia para construir prédios baixos“, afirma Alcino Pasqualotto

Executivo defende que mercado imobiliário do litoral catarinense se distancia do restante do País

Por:Breno Damascena 27/02/2024 5 minutos de leitura
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Alcino afirma que apartamentos altos têm uma vista melhor e isso influencia no valor que ele chega ao mercado/ Crédito: Divulgação

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A lista de prédios mais altos do Brasil está prestes a ganhar um novo líder. A Construtora Pasqualotto & GT anunciou que vai instalar dois pináculos no topo das duas torres do complexo Yachthouse by Pininfarina, fazendo com que os edifícios saltem de 281 metros para 294 metros de altura. Desta forma, até março deste ano, o edifício vai ultrapassar o One Tower, atualmente o maior prédio construído em território nacional.

O Yachthouse by Pininfarina conta com quatro coberturas duplex de aproximadamente 1 mil m² de área privativa e que estão avaliadas entre R$ 60 e R$ 80 milhões. O jogador Neymar Jr. é dono de uma delas. Outra pertence a Alcino Pasqualotto, presidente da Pasqualotto & GT.

Atuando nos bastidores de um dos projetos mais grandiosos do País, ele enxerga a construção de arranha-céus como um símbolo de modernização.

O jovem executivo defende que o potencial econômico do litoral catarinense é impulsionado pelas belezas naturais e pela administração pública. No entanto, Alcino é categórico ao afirmar que o mercado imobiliário da região destoa do restante do País e antecipa um futuro promissor para o estado. 

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1. Com a construção dos pináculos no topo das torres, vocês estão prestes a assumir o posto de prédio mais alto do Brasil. Por que construir um prédio tão alto? 

“A ideia dos pináculos é estética. Não é porque queremos ter o prédio mais alto. Isso vem de um planejamento antigo e é resultado de muitos testes. 

Sobre a altura, os apartamentos que estão nos andares mais altos têm uma vista melhor, uma vizinhança melhor. E por isso valem mais. Ninguém vai comprar um apartamento de valor alto com uma vista ruim. 

A não ser para preservar construções históricas, não existe justificativa de engenharia para construir prédios baixos. Em lugares desenvolvidos, a solução são prédios altos. Em São Paulo, por exemplo, existem espaços enormes em regiões centrais que são pontos cegos, áreas mortas. 

Além disso, quando se constrói um prédio tão alto, a base do terreno é bem maior, mais arejada. Também conta com mais serviços, como lojas, estacionamento, restaurantes e escritórios. É a promoção de uma melhora na qualidade de vida. 

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Ao invés de construir um amontoado de prédios pequenos, você constrói um só edifício alto e gera menos sombra, movimenta a economia e facilita a vida das pessoas. Um prédio alto valoriza toda a região no entorno.”

2. Por que vocês escolheram Balneário Camboriú? 

“Toda a região de Balneário Camboriú, que abrange Itapema, Porto Belo e Itajaí, estão em processo de desenvolvimento, estimulado pelas belezas naturais do local. Por ser um lugar tão bonito, as pessoas vinham para cá todos os anos e isso ajudou a desenvolver o comércio, shoppings, hospitais e outros estabelecimentos.

Aos poucos, as pessoas pararam de observar nossa região como lugar de praia, mas, também, como residência. Hoje em dia, só não sonha morar aqui quem ainda não percebeu os pontos positivos da cidade. E os edifícios altos construídos na região são uma resposta às exigências deste público. Eles vêm em busca de unidades habitacionais de alto valor. São pessoas com alto grau de exigência. 

É claro que os melhores lugares sempre vão ter trânsito em horários de pico e durante as estações, mas hoje Balneário Camboriú concorre com Miami e outras cidades do litoral onde o desenvolvimento urbano está avançado.” 

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3. São 264 unidades e o preço das unidades chega a ultrapassar os R$ 10 milhões. Quem é que compra esses apartamentos? 

“O nosso público é composto por famílias. São casais com um ou dois filhos e até netos. Eles procuram apartamentos para que possam receber os familiares em determinadas épocas do ano. Tem gente que compra imóvel aqui para vir no inverno, não necessariamente no verão. 

Não é a mesma dinâmica de hotelaria, as famílias que estão aqui convivem como uma comunidade. É a segunda residência. O lugar em que elas querem passar um feriado, as férias e os momentos de descanso.”

4. Vocês pretendem lançar outros empreendimentos do tipo?

“A nossa região se consolidou como a região de maior crescimento para famílias com alto poder aquisitivo. Temos marinas, restaurantes, uma boa vida noturna e segurança. Pode-se andar na rua falando no celular, usando relógio e não é necessário ter carro blindado. 

Nos próximos 50 anos, veremos edifícios cada vez melhores. Atualmente, as empresas do nosso grupo possuem 1,8 milhão de m² de obras em andamento. São 30 empreendimentos com projetos que englobam até 1.470 apartamentos. E todos eles nesta região do litoral de Santa Catarina.”

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5. Como esses empreendimentos se encaixam na conjuntura atual do mercado imobiliário no Brasil? Como você enxerga o setor? 

“O País sempre vai ter altos e baixos em setores como o comércio, indústria e serviços, mas, com as características que temos no Brasil, o mercado imobiliário sempre será o mais seguro. É uma reserva de valor importante. 

No entanto, acredito no mercado imobiliário da nossa região, não no restante do País. As pessoas tendem a se direcionar para endereços e locais específicos. Os bairros nobres e regiões importantes de Santa Catarina estão na ponta da pirâmide e a tendência é de crescimento enquanto acompanhamos o desenvolvimento econômico do litoral.

Aqui nós temos uma boa administração pública, muita beleza natural e é um estado com excelentes números. Outras cidades não têm essa mesma gestão, não registram crescimento e a organização que vemos aqui.

O setor da construção civil é seguro, mas isso depende da cidade e do estado em que se investe. Estados que não priorizam o desenvolvimento econômico e cidades que não têm uma boa gestão tendem a não ser um bom lugar para investimento imobiliário.”

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