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Corretores participam de apenas 40% das vendas de imóveis no Brasil

Pesquisa mostra que atuação dos profissionais ainda é pequena em comparação a outros países

Por:Breno Damascena 02/06/2023 1 minuto de leitura
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Nathan Varda, CEO da Propdo, empresa responsável pelo estudo, afirma que para chegar aos resultados a companhia analisou dados do CRECI, ITBI, CRMS, marketplaces e corretores locais/ Crédito: Divulgação

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A figura do corretor de imóveis não é tão procurada na compra e venda de imóveis no Brasil. Pelo menos é isso que mostra um levantamento realizado pela proptech israelense Propdo que analisou dados públicos e privados para indicar que apenas 40% das negociações em solo brasileiro acontecem com intermédio de um corretor. De acordo com a companhia, é um número bem menor que o registrado nos Estados Unidos e na Europa.  

Nos EUA, 95% das transações imobiliárias são realizadas com a participação de um corretor de imóveis, segundo dados da Associação Nacional de Corretores (NAR) dos Estados Unidos. O estudo da Propdo também indica que no continente europeu, as taxas ficam entre 60% e 70%. 

Já na cidade de São Paulo, os dados da companhia mostram que a participação pode ter altas sazonais, variando entre 50% e 60%. “É necessário lembrar, também, que uma parte das transações feitas na presença de um corretor não são publicadas oficialmente no ITBI para evitar o pagamento de taxas e conseguir comissões maiores”, afirma o Head da Propdo no Brasil, Nathan Varda. 

Ainda assim, a disparidade impressiona diante do número de corretores registrados. Atualmente, o estado de São Paulo conta com 255 mil profissionais. De acordo com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRESCI-SP), só entre janeiro e outubro do ano passado, cerca de 19 mil pessoas ingressaram no mercado imobiliário paulista. “Os números mostram que é necessário investir em novas tecnologias e recursos para conquistar compradores e vendedores de imóveis”, diz Varda.

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Nathan Varda, CEO da Propdo, empresa responsável pelo estudo, afirma que para chegar aos resultados a companhia analisou dados do CRECI, ITBI, CRMS, marketplaces e corretores locais/ Crédito: Divulgação

Para o CEO da Propdo, as empresas e corretores adotam métodos ultrapassados que inibem a captação de clientes. “O excesso de informações pode assustar e afastar compradores e vendedores que não conseguem administrar o fluxo de dados disponíveis.” De acordo com Varda, um corretor que saiba utilizar as ferramentas e tecnologias para encontrar novos negócios, profissionais e suporte, se torna cada vez mais crucial nesse processo.

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