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Um em cada cinco imóveis para alugar no Rio de Janeiro está vago

Estudo mensal da APSA mostra que taxa atual de vacância do aluguel na cidade é a maior dos últimos seis anos, batendo novo recorde durante a pandemia


Da Redação

28/06/2021 - 3 minutos de leitura


Apesar da alta taxa de vacância, a quantidade de imóveis alugada em maio de 2021 teve crescimento de 225% em relação a maio de 2020, quando o mercado estava totalmente parado/ Crédito: Getty Images
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03/08/2021 13:00 até 10/08/2021 21:00


Boa parte dos principais bairros do Rio de Janeiro está com a disponibilidade de imóveis residenciais para alugar bem acima da média considerada normal, que é de 8% a 10% do total de imóveis voltados para locação. A taxa de vacância média do município em maio foi de 20%, a mais alta desde o início da pandemia, quando estava em 14%. É o que aponta estudo da APSA, empresa especializada em gestão condominial e negócios imobiliários no Brasil.


A região central ajuda a puxar a taxa para cima, com 39,8% dos imóveis vazios, bem como os bairros do Leblon (21,5%), Copacabana (20,9%), Catete (19,7%) e Botafogo (19,5%). Na Grande Tijuca, a Tijuca está 100% acima do normal, com taxa de 20,6%, e o Grajaú com 20,7%. Vila Isabel chega a 16,0%. Já o Maracanã teve queda e está em 12,5%. Méier cresceu 20% e chega a 15,4% de desocupação e o Rio Comprido 13%.

De acordo com o gerente de imóveis da APSA, Jean Carvalho, “a pandemia trouxe algumas mudanças, com pessoas de maior poder aquisitivo perdendo renda e se mudando para bairros próximos com aluguéis menores”. Por exemplo, Ipanema recebeu moradores vindos do Leblon e hoje está com o aluguel mais valorizado do que há um ano e já tem o preço médio até maior do que o Leblon. O mesmo ocorreu com Laranjeiras e Flamengo, que receberam novos moradores saindo de bairros mais caros da zona sul.

Apesar disso, Laranjeiras teve expressivo aumento da taxa de vacância, chegando à 15,7%. Ipanema também cresceu sua vacância e agora está em 16,9%. O Flamengo, com um aumento de 17,83%, está com 15,2% dos imóveis vazios. Na zona oeste, o Recreio se destaca com queda de 29,87% na taxa, se estabilizando em 5,4%.

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Preços caem na maior parte dos bairros por conta do estoque mais alto

Na zona sul, chama a atenção o aumento de 13,16% nos valores anunciados nos imóveis residenciais no Flamengo, que estão custando em média R$ 38,51 o metro quadrado alugado. O bairro mais caro é Ipanema, saindo a R$ 62,02, valor 11,17% mais alto do que o praticado há um ano e 2,94% maior do que em abril. Mas são exceções. O Leblon vem em segundo lugar, com o valor do metro quadrado para locação saindo atualmente a R$ 58,13, queda de 1,94%. O valor é 3% menor do que há 12 meses.

Botafogo teve aumento de 4,08%, com preços médios a R$ 39,05 por metro quadrado. Mas a variação nos últimos 12 meses é de -6,31%. Copacabana baixou 3,61% e é negociada a R$ 35,29 o m². No ano, já tem queda de -8,24%. O centro, com maior impacto nas desocupações residenciais, está custando 3,71% menos, na faixa de R$ 27,02 por metro quadrado. No ano, a queda nos preços é de 7,43%, apesar da vacância ter praticamente dobrado na região.

Na zona norte, a Tijuca, que lidera com maior vacância, aumentou em 5,03% de um mês para o outro, com valores em torno de R$ 24,22 por m². No ano, o crescimento é de 3,95%. O Grajaú, apesar da vacância alta, caiu apenas 0,52%, custando R$ 20,88. Nos últimos doze meses, o aumento é de 3,16%. Já o Maracanã, com redução de 0,64%, está na faixa de R$ 23,43.

O Recreio também recebeu pessoas que puderam trabalhar em home office e buscaram unidades mais amplas. “Acreditamos que, de agora em diante, deve haver recuperação nos preços e uma queda na vacância do Rio. Até mesmo o centro, com queda nos preços, pode atrair moradores de áreas mais distantes com investimentos em segurança.” A quantidade de imóveis alugada em maio de 2021 teve crescimento de 225% em relação a maio de 2020, quando o mercado estava totalmente parado. A vacância é calculada com base na carteira de imóveis da APSA.

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