Tradicionalmente, o mercado imobiliário é visto como um porto seguro para os investidores, por conta da forma segura de preservar os rendimentos, protegendo o dinheiro de inflações desenfreadas e das inesperadas turbulências econômicas. Mas será que investir em imóveis pensando na aposentadoria é mesmo uma ideia interessante? Para a advogada especialista em direito imobiliário da CRV Advogados Associados, Cátia Vita, a resposta é “sim”.

“Ainda mais com a reforma da previdência e a mudança nas aposentadorias, surgiu a necessidade de um planejamento previdenciário, onde se analisa caso a caso a possibilidade de mesclar a previdência social com a privada, objetivando um plano sólido e investindo em moradia para compor a renda no futuro.”

A advogada ressalta ainda que a previdência privada e os investimentos no mercado financeiro são algumas das alternativas consideradas por esse público que busca destinar recursos hoje para garantir sua sobrevivência e bem-estar na terceira idade. “O cenário favorável do mercado imobiliário tem mostrado aos brasileiros que a compra de imóveis pode ser uma das apostas mais certeiras para quem pretende ter um futuro tranquilo.” Isto porque os riscos não são os mesmos de quem investe na bolsa de valores e pode perder o dinheiro a qualquer momento. “Pelo contrário, quem compra uma unidade residencial ou comercial está adquirindo um bem de longa duração, que pode ser uma fonte de renda ou um patrimônio familiar. A casa tem garantia constitucional. Não se perde do dia para a noite”, afirma a advogada.

Assine nossa newsletter e receba por e-mail as principais notícias e dicas.
Fique tranquilo, não enviamos SPAM.
Quero me cadastrar para receber informações relevantes por e-mail. Fique tranquilo, não fazemos SPAM.

Considerações

Primeiramente, é preciso fazer um planejamento financeiro, ou seja, organizar suas finanças e reservar o investimento para adquirir o patrimônio. Tendo em vista que não se trata de uma compra pequena, dar esse passo sem condições financeiras pode fazer o negócio não valer a pena. “O pagamento de juros altos em um financiamento, por exemplo, prejudica boa parte dos rendimentos que o empreendimento pode trazer”, conta a Cátia.

O ideal é evitar empréstimos e financiamentos que desequilibrem suas finanças. É preciso observar a estabilidade no ato da compra, mas também manter as economias para futuras necessidades. Além disso, a recomendação da Cátia é considerar apartamentos na planta e até consórcios. “É importante ponderar a localização da propriedade. O bairro é um fator essencial no rendimento. Por isso, esse é um dos principais cuidados que você precisa ter ao considerar a compra. Os imóveis que ficam próximos a centros comerciais, faculdades, pontos de transporte público e atrações de lazer são mais valorizados. Portanto, eles são mais fáceis de vender ou alugar.”

Cátia aconselha a procurar regiões ainda sem essa infraestrutura, mas em expansão, considerando o potencial de valorização dos imóveis nos próximos anos. A estrutura da unidade residencial ou do conjunto comercial também é de extrema importância. Tendo em vista as variantes de cada opção, é preciso decidir se você pretende aplicar em terrenos, casas ou apartamentos na cidade, sítios, pontos comerciais ou casas de praia. Cada um desses tipos tem características muito particulares. “Um dos aspectos mais importantes é conhecer o histórico da construtora e dos profissionais responsáveis pela unidade, como engenheiros por exemplo. Certificar-se disso e da regularização de todos os documentos é fundamental para ter segurança na compra”, explica ela.