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Preço de imóveis continua em alta no mês de fevereiro

Maior crescimento foi registrado em São José, cidade localizada nos arredores de Florianópolis

Por:Breno Damascena 29/03/2023 2 minutos de leitura
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Santa Catarina é o Estado com mais cidades no top 10 de preços médios mais elevados por m²/ Crédito: Getty Images

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Os preços de venda de imóveis residenciais tiveram alta de 0,38% em fevereiro deste ano. São José (SC), com 1,93%, registrou a maior variação positiva do mês. Entre as capitais, o posto ficou com Campo Grande, que teve valorização de 1,83%. De acordo com o Índice FipeZAP+, divulgado pelo DataZAP+, os números contribuem para a variação anual do País, de 5,79%, registrada nos últimos 12 meses. 

Além de São José, outros municípios de Santa Catarina ocuparam posição de destaque na lista. Itapema (SC), Florianópolis (SC) e Itajaí (SC) também aparecem no top 10 do índice de imóveis com maiores preços médios de venda no Brasil. São Paulo é o único Estado na lista com duas cidades cujo valor do m² está acima da média ponderada calculada com base nos dados dos 50 municípios monitorados. 

CidadeR$/m²
Balneário Camboriú (SC)R$ 11.635,00
Itapema (SC)R$ 10.804,00
São Paulo (SP)R$ 10.260,00
Vitória (ES)R$ 10.238,00
Rio de Janeiro (RJ)R$ 9.876,00
Florianópolis (SC)R$ 9.790,00
Itajaí (SC)R$ 9.456,00
Brasília (DF)R$ 8.810,00
Barueri (SP)R$ 8.791,00
Curitiba (PR)R$ 8.562,00
● Média ponderada* (50 cidades)R$ 8.368,00
Belo Horizonte (MG)R$ 7.706,00
São Caetano do Sul (SP)R$ 7.465,00
Vila Velha (ES)R$ 7.337,00
Recife (PE)R$ 7.260,00
Maceió (AL)R$ 7.255,00
São José dos Campos (SP)R$ 6.874,00
Fortaleza (CE)R$ 6.871,00
Osasco (SP)R$ 6.806,00
Niterói (RJ)R$ 6.771,00
Porto Alegre (RS)R$ 6.564,00
Santo André (SP)R$ 6.468,00
Goiânia (GO)R$ 6.354,00
São José (SC)R$ 6.121,00
Joinville (SC)R$ 6.010,00
Santos (SP)R$ 5.986,00
Manaus (AM)R$ 5.947,00
Diadema (SP)R$ 5.921,00
Guarulhos (SP)R$ 5.776,00
Campinas (SP)R$ 5.735,00
São Bernardo do Campo (SP)R$ 5.650,00
Guarujá (SP)R$ 5.620,00
Salvador (BA)R$ 5.613,00
Blumenau (SC)R$ 5.554,00
João Pessoa (PB)R$ 5.532,00
Campo Grande (MS)R$ 5.402,00
Praia Grande (SP)R$ 5.140,00
Jaboatão dos Guararapes (PE)R$ 5.051,00
Caxias do Sul (RS)R$ 4.893,00
Canoas (RS)R$ 4.886,00
São José do Rio Preto (SP)R$ 4.804,00
Santa Maria (RS)R$ 4.758,00
Novo Hamburgo (RS)R$ 4.584,00
Contagem (MG)R$ 4.482,00
Londrina (PR)R$ 4.410,00
Ribeirão Preto (SP)R$ 4.397,00
São José dos Pinhais (PR)R$ 4.366,00
São Leopoldo (RS)R$ 4.346,00
São Vicente (SP)R$ 4.154,00
Pelotas (RS)R$ 4.085,00
Betim (MG)R$ 3.606,00
Fonte: FipeZAP+

Entre as 16 capitais observadas, apenas Vitória (-1,97%) e Recife (-0,02%) registraram desvalorização no mês de fevereiro. “Desde o início da pandemia, Vitória teve uma variação positiva muito significativa. A cidade se destaca pelos atrativos de qualidade de vida e da proximidade com a natureza. Os baixos juros, a pandemia, home office e a digitalização impactam positivamente no desempenho da cidade”, aponta Pedro Tenório, economista do DataZAP+.

“Porém, agora a gente tem visto algumas correções de preço – talvez porque esse aumento tenha sido muito alto inicialmente”, complementa. “Por outro lado, capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro ficaram um período aquém do mercado nacional durante a pandemia”, analisa o economista. 

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Para Pedro, o home office abalou os escritórios e afetou a indústria, o que esfriou o mercado imobiliário nessas regiões. “Não o suficiente para ter queda de preços, mas o suficiente para não valorizar como outras localizações”, indica. “À medida que o mercado de trabalho vai melhorando em 2022, essas cidades vão voltar a acompanhar a média nacional.”

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