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Pandemia: é uma boa hora para comprar imóveis?

Economista Luiz Calado aponta a possibilidade de redução nos preços praticados pelo mercado imobiliário nos próximos meses


Da Redação

05/08/2020 - 2 minutos de leitura


O momento faz com que os valores dos imóveis continuem depreciados, mas é preciso avaliar as possibilidades de desemprego ou de falência da empresa empregadora/ Foto: sam thomas pelo iStock

Com a redução da taxa Selic para 2% ao ano (menor valor da história), o cenário tornou-se positivo para compra de imóvel, já que o financiamento imobiliário ficou mais acessível. Inclusive, já existe a possibilidade de a parcela de um contrato de 30 anos custar menos do que o valor de um aluguel. No entanto, com a crise gerada pela pandemia, muitas dúvidas surgem quanto a situação econômica do País e se é o momento de investir.

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De acordo com o economista Luiz Calado, autor do livro Imóveis, da editora Saraiva, o fato de o desemprego estar em alta – são 13 milhões de desempregados, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – faz com que os valores dos imóveis continuem depreciados, diferente do ápice em que se encontravam há alguns anos.

Ele ressalta que isso é uma vantagem, visto que “a hora de comprar é quando o preço está baixo”. No entanto, também alerta: “não significa que [o preço] não pode cair mais”. Sobre as justificativas de compra neste momento, Calado afirma que, para o investidor que possui uma renda extra, esta é a possibilidade de adquirir o imóvel para ganhar tanto com a renda do aluguel quanto com a valorização do bem. “O momento de pandemia também evidencia a importância da casa própria. Ter uma propriedade constitui segurança e patrimônio.”

O que considerar?

Um dos grandes fatores de atenção está no comprometimento de parte importante da renda na compra de um patrimônio, mesmo que a negociação seja à vista. Pelo fato de a economia estar sendo bastante impactada pela crise, é um período crítico para abrir mão de reservas financeiras emergenciais. 

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Existe ainda a questão da redução da capacidade de pagamento de quem já possui um financiamento vigente. Em caso de corte salarial, por exemplo, como o pagamento das parcelas será honrado? “A inadimplência faz com que as instituições financeiras não aliviem nos juros, dificultando ainda mais que o adquirente honre seus compromissos – implicando até mesmo o bem em si.”

O economista explica que a tomada de decisão deve levar em conta a capacidade pagadora e avaliar o custo de oportunidade sobre os bens, considerando perdas e ganhos neste tipo de aquisição e a sua taxa de rentabilidade. Ele também orienta que sejam avaliadas as possibilidades de desemprego ou de falência da empresa empregadora devido à atual crise.

De acordo com Calado, o prolongamento da quarentena e da crise econômica do Brasil deve acarretar numa baixa ainda acentuada dos preços médios praticados pelo setor imobiliário nos próximos meses. Isto porque, mesmo que as atividades da construção civil tenham diminuído, ainda há ampla oferta de imóveis disponíveis nas grandes cidades. “O momento ideal vai depender dos fatores de atenção citados anteriormente, aliados à uma boa pesquisa de mercado.”

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