Minha Casa Minha Vida & Programas Habitacionais

Empresários acreditam que Minha Casa, Minha Vida impulsionou mercado imobiliário no final de 2023

Indicador também aponta expectativa positiva do setor para os próximos 12 meses

Por: Redação, Estadão Imóveis 06/03/2024 2 minutos de leitura
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Luiz França, presidente da ABRAINC, aponta queda nos juros e aumento da renda per capita como potencializadores dos resultados/ Crédito: André Mello / Divulgação ABRAINC

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Empresários do mercado imobiliário acreditam que Minha Casa, Minha Vida (MCMV) impulsionou o setor no último trimestre de 2023. O segmento foi o maior responsável por alta na procura e nas vendas de imóveis no período, de acordo com Indicador de Confiança do Setor Imobiliário Residencial, realizado pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) em parceria com a Deloitte. 

O estudo, que ouviu 44 empresas construtoras e incorporadoras do setor imobiliário residencial entre os dias 15 e 31 de janeiro de 2024, mostra que os executivos atribuem ao MCMV o desempenho positivo no final do ano passado. Ao conceder uma nota de 0 a 3 para classificar a participação do MCMV na procura por imóveis, a média foi de 2,22. Já em relação a venda de imóveis, a nota foi de 2,57. 

Ambas as notas caracterizariam um aumento, segundo o índice criado pela Deloitte. 

Gráfico de barras

Descrição gerada automaticamente com confiança média
Fonte: Deloitte/ABRAINC 

O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP), por outro lado, apresenta um momento de estabilidade na perspectiva dos empresários entrevistados. O indicador apontou uma nota de 1,97 na procura por imóveis do segmento e de 2,03 na venda de imóveis qualificados como MAP. 

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No total, o levantamento aponta uma nota de 2,22 como média para a procura de imóveis e 2,33 para as vendas de imóveis residenciais no 3º tri de 2023. “A expectativa otimista para o MCMV reflete as medidas implementadas pelo novo programa habitacional, que possibilitaram um crescimento de 47% nos financiamentos do MCMV no ano passado, em comparação com 2022”, observa Luiz França, presidente da ABRAINC.

Perspectiva do setor para 2024

O Indicador também perguntou aos empresários quais são as expectativas deles para 2024. Diante da perspectiva de queda da Selic, o setor acredita na consolidação do MCMV como um estímulo para a melhora do mercado. A nota geral atribuída às expectativas para vendas está em 2,37 para o 1º tri de 2024 e 2,64 para os próximos 12 meses. 

Observa-se que os números são impulsionados pelo MCMV. A nota da expectativa do empresariado ao segmento no primeiro trimestre do ano é de 2,51, com aumento de 2,80 nos próximos 12 meses. Não à toa, todas as empresas que atuam no segmento MCMV que participaram da pesquisa têm expectativa de lançar pelo menos um projeto em 2024.

Gráfico, Gráfico de linhas

Descrição gerada automaticamente
Fonte: Deloitte/ABRAINC 

 Por outro lado, para o MAP a expectativa é de manutenção (2,20) no 1º trimestre e de aumento nos próximos 12 meses (2,47). “A alta taxa de financiamento no SBPE é um entrave para o médio e alto padrão. Com novas reduções na Selic, poderemos ver uma diminuição nas taxas de financiamento e um aumento na procura dos investidores por adquirir imóveis do segmento”, acredita França. 

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