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Quarentena acelera transformações para corretores de imóveis

Trabalho já vinha sendo alterado por conta da tecnologia e foi pressionado pelo isolamento social; expectativa é que adaptações se tornem rotina após pandemia

  • (3.0)

Isaac de Oliveira, O Estado de S. Paulo

07/05/2020 - 3 minutos de leitura


Durante a pandemia, o corretor Luiz Fernando Leone tem usado o Whatsapp para continuar trabalhando/ Foto: Felipe Rau/Estadão

Para manter não só a rotina de trabalho, mas o próprio emprego durante a pandemia do novo coronavírus, trabalhadores em todo o mundo precisaram reforçar os votos na tecnologia. E não seria diferente com os corretores de imóveis, que vêm enfrentando, às pressas, um atraso na cultura tecnológica do mercado imobiliário – pelo menos no tocante ao fechamento de negócios.

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É que as operações no setor ainda são muito dependentes do olho no olho – comprar e alugar somente após uma série de visitas e assinaturas de papéis. Essa resistência – ou desconfiança – à tecnologia é atribuída principalmente ao risco dos negócios, que em geral envolvem grandes cifras.

Mas, se os estandes estão fechados e as visitas, restringidas, o apoio em plataformas tecnológicas é vital agora e deve se fortalecer também após a pandemia. Os aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, têm sido usados para atendimento e negociação. Vídeos passam a ser mais usados do que fotos, já que permitem detalhar melhor os espaços. Assim, a ideia daquele profissional com uma pasta cheia de papéis começa a dar espaço a um cada vez mais conectado.

O corretor Luiz Fernando Leone, de 60 anos, tem intensificado o uso da WhatsApp para fazer negociações, acompanhamento de cliente e novas captações. “Esse também é um momento de se atualizar, fazer capacitações”, diz. Luiz trabalha para uma construtora, afetada pelo fechamento do estande e na qual os negócios passaram a ser todos online. Além da incorporadora, Luiz Fernando está também na plataforma Homer. Nas duas empresas, o tour virtual virou uma certeza.

A fundadora e CEO da Homer, Livia Rigueiral, explica que a startup tem apostado no modelo “open house”, em que um corretor apresenta o imóvel em uma live para os diversos interessados, clientes e outros corretores. Esse método, segundo ela, permite não apenas que se tire todas as dúvidas em tempo real, mas se explore melhor os detalhes. “É um processo que agiliza a vida do cliente. Hoje em dia, com ou sem pandemia, a gente está sem tempo, então o fato de o cliente poder conhecer virtualmente e só ir naquele que realmente gostou, já cobre grande parte do tempo que ele usaria”, esclarece Livia.

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Além disso, grandes investidores que estão fugindo da Bolsa, por exemplo, tornam-se um potencial alvo para essa divulgação, já que eles também têm em pressa em investir o dinheiro que está parado. É a este perfil que Livia aconselha prestar atenção.

Thais Cancian, uma das fundadoras do AoCubo, proptech (empresa de tecnologia do setor imobliário) que foca no mercado de lançamentos e visa reduzir a precarização dos profissionais de corretagem, também destaca o sucesso dos vídeos neste período. Para ela, a ferramenta, além de apresentar o imóvel, pode ser usada para tratar de outros assuntos que influenciam na compra, como facilidades oferecidas pelos bancos na crise, por exemplo.

Entusiastas da inovação, as empresárias convergem sobre a importância dos profissionais de corretagem e aconselham que, caso não haja familiaridade deles com a tecnologia, o momento é de buscar as pazes. Mas também descartam que o impulso tecnológico leve a uma substituição da “mão de obra” por máquinas. “A tecnologia muito mais agrega do que tira pessoas do ramo. O corretor de imóveis vai ser sempre essencial para mediar uma negociação”, sublinha Thais.

Leia a matéria completa em https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-imobiliario/quarentena-acelera-transformacoes-para-corretores-de-imoveis/

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