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Qual é a melhor espécie de planta para você? 

Seu cantinho é sombrio ou com muito sol? Pouco sol? Muita chuva? Não tem problema. Faça o teste e descubra a plantinha certa para cada ambiente

  • (4.0)

Verônica Lima

03/03/2020 - 0 minutos de leitura


A vegetação é responsável por reduzir o estresse, aumentar a produtividade, reduzir a pressão arterial, a fadiga e a dor de cabeça e ainda, de quebra, melhora a qualidade do ar/ Foto: Getty Images

A casa anda meio sem graça e solitária? Está procurando uma maneira de trazer mais cor e vida? Além de lindos itens decorativos, as plantas domésticas e a prática da jardinagem interna podem trazer a sensação de bem-estar e benefícios reais para a saúde. A vegetação é responsável por melhorar o humor, reduzir o estresse, aumentar a produtividade, aumentar a resistência à dor, reduzir a pressão arterial, a fadiga e a dor de cabeça e ainda, de quebra, melhora a qualidade do ar.

As lavandas, por exemplo, têm reputação de ser um efetivo calmante natural. De fato, estudos comprovaram que o odor da lavanda melhora a qualidade do sono. Além do caule cheiroso, a flor de coloração lilás é suave e agradável. Cuidar de um ser vivo requer atenção e cuidado, mas plantas resistentes, como as zamioculcas, podem demandar pouca rega e, ao mesmo tempo, contagiar o ambiente com a vivacidade de suas folhas verdes escuras e brilhantes. De acordo com o agrônomo paisagista Toni Backes, ter conhecimento sobre as espécies escolhidas é fundamental, pois os vegetais têm necessidades distintas.

“Por serem cultivadas em vasos e dentro dos apartamentos, essas plantas são muito mais dependentes da atenção e dos cuidados dos proprietários da residência. Eles também precisam ter consciência dos fatores que acabam influenciando no desenvolvimento de cada espécie, que são água, luz, nutrientes, temperatura, umidade do ar e arejamento”, explica Toni. Por causa da ação do vento e da força do sol – tanto do calor quanto da temperatura—, Backes sugere plantas mais resistentes para sacadas e ambientes externos, como as agaves, babosas, cactos, yucca, suculentas diversas e bromélias de sol.

Já para ambientes internos – salas, cozinhas, banheiros e corredores –, o maior tempo de exposição à sombra ou luzes artificiais exige a força de espécies completamente diferentes, como o grupo das samambaias, violetas, avencas, bromélias de sombra, jiboia, asplênio e aspidistra verde. De acordo com o paisagista, a quantidade de tipos que se adaptam ao interior dos apartamentos é maior.

Irrigação

Para as plantas cultivadas em vasos, segundo o especialista, os métodos mais utilizados são por capilaridade, por inundação, por pulverização e com regador. Na irrigação por capilaridade a água é colocada em um recipiente sob o vaso (prato) e é lentamente absorvida pelo substrato. “Apesar de muito comum, este método apresenta a desvantagem de que com o tempo ocorre o acúmulo de sais na parte superior do vaso (crosta esbranquiçada). Neste caso, melhor irrigar por cima do vaso para lavar novamente esses sais”, esclarece.

A irrigação por inundação consiste em mergulhar o vaso totalmente em um recipiente com água até que não saiam mais bolhas de ar. Este método não é recomendado para vasos muito grandes. Já a pulverização e o regador fornecem água pela superfície do vaso. Deve-se tomar certo cuidado para que a planta não permaneça molhada por muito tempo, para não favorecer o ataque de fungos.

As plantas se diferenciam bastante quanto à necessidade de água. Cactus e suculentas, por exemplo, requerem regas bastante esparsas. Já as samambaias, avencas, costela de adão e filodendros preferem o substrato sempre úmido. Em um grupo intermediário podemos incluir aspargos, crisântemos, lírios-da-paz, gloxínias e violetas-africanas.

A quantidade de água por irrigação é outro aspecto importante.  Muitas espécies são sensíveis ao excesso de cloro e, em alguns casos, à presença de flúor. O ideal seria utilizar água da chuva ou então deixar a água descansar por 24 horas para evaporar o cloro. A temperatura ideal da água fica por volta de 25°c. Água muito fria ou muito quente pode causar danos às plantas. Um exemplo são as manchas brancas que aparecem nas folhas das violetas-africanas, causadas pela irrigação com água muito fria.

Luminosidade

“A luz também é um fator primordial para o sucesso do cultivo em interiores. Ou buscamos plantas adaptadas à situação que se apresenta ou buscamos adaptar o ambiente às vegetações que queremos utilizar. Mas antes precisamos saber reconhecer se a quantidade de luz que temos é suficiente ou não”, comenta o especialista. Para Toni, uma forma bastante simples para esta medição é utilizar uma folha de papel branco sobre a qual se coloca a mão, em uma distância de aproximadamente 30 cm.  Se a sombra ficar bem delineada, temos boa iluminação. Se ficar difusa, temos baixa intensidade luminosa. Caso a sombra não fique perceptível, é necessária iluminação artificial para o cultivo no local.

“Saber reconhecer plantas de luz e de sombra também é importante. Plantas de sombra geralmente têm porte baixo, folhas largas e de coloração verde escura. Plantas de luz, ao contrário, têm folhas pequenas ou partidas e de coloração verde claro ou variegada”, aponta o paisagista.

Adubo

Além disso, ele salienta que os vegetais plantados em vasos, por apresentarem uma quantidade reduzida de substrato a ser explorado, devem ser adubados com maior frequência e com pequenas quantidades de fertilizante. No inverno, quando o crescimento é mais lento, é adequado condimentar uma vez a cada dois meses. No verão, quando as exigências nutricionais são aumentadas, adubar uma ou duas vezes por mês. Também para plantas de interior é preciso atentar para a tolerância de cada espécie, evitando queima por excesso de sais solúveis.

“Temperatura, umidade do ar e arejamento do ambiente não afetam tão diretamente o desenvolvimento das plantas como os itens abordados anteriormente. Mas não se pode deixar de mencionar que ambientes muito quentes, úmidos e mal arejados favorecem o ataque de doenças. Por outro lado, existem tipos que se ressentem com o vento excessivo ou quando mantidas sob temperatura muito baixa durante muito tempo, como a palmeira e a heliconia.”

Agora você já sabe que apenas vontade não basta. É preciso dedicação, planejamento e cuidados para que aquele verde da casa se mantenha vibrante por muitos anos. Responda às questões a seguir e veja se está preparado para cuidar de uma planta e qual espécie combina mais com a sua rotina.

TESTE: clique aqui e descubra qual é a planta certa para você


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