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Incorpora: soluções para os desafios das incorporadoras em 2023

Setor imobiliário aprimora processos na direção da sustentabilidade e redução de custos da construção; certificações atraem consumidor

Por:Breno Damascena 29/09/2022 3 minutos de leitura
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Painel do INCORPORA destacou a importância de aumentar a confiança do consumidor e observa atento às perspectivas do cenário político/ Crédito: Túlio Vidal/ Divulgação Abrainc

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Cenário político, sustentabilidade e acesso à renda são temas tratados com especial atenção pelos principais agentes do mercado imobiliário. CEOs de grandes incorporadoras acompanham com cautela o contexto atual, marcado por alta da Selic, eleições e confiança dos consumidores neste pós-pandemia. Mas a tendência é de otimismo para o próximo ano.

Os desafios da incorporação para 2023 foram o assunto de um painel realizado na 5ª edição do Fórum Brasileiro das Incorporadoras Imobiliárias (INCORPORA), realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC). O debate teve a mediação do jornalista William Waack e a participação de Ricardo Gontijo, CEO da Direcional, Leandro Melnick, CEO da Even, e Diego Villar, CEO da Moura Dubeux. 

O “S” de ESG

Em um ambiente de negócios cada vez mais globais, os investidores internacionais estão demandando atenção maior das companhias atuantes do mercado imobiliário para aspectos relacionados à sustentabilidade. “Ao longo dos últimos anos, a relevância que tem se dado à questão ambiental é impressionante”, aponta Ricardo Gontijo. 

“No futuro, as empresas que não têm esse cuidado não vão conseguir levantar capital para tocar as operações e, por consequência, podem falir”, alerta o CEO da Direcional ao defender que atores do mercado sejam rigorosos nas questões ambientais. “Nós, como sociedade, temos que caminhar nessa direção, independente do governo que for eleito.”

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O posicionamento é compartilhado por Diego Villar, que destaca a incorporação imobiliária como uma atividade que pode atender critérios de governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês). “Para fazer um prédio, a gente mobiliza quase 3 mil insumos”, pontua. “Hoje, não consigo pensar em nenhuma outra indústria que seja um vetor de crescimento urbano tão relevante quanto o mercado imobiliário.”

Ele sustenta que a incorporação, entre outros impactos, gera desenvolvimento, corrige eventuais problemas de saneamento e é o maior empregador da mão de obra menos qualificada no País.

Poder de compra

Em meio a um cenário de juros elevados, alto custo de construção e a renda da população que não consegue acompanhar esse crescimento, o poder de acesso dos consumidores é apontado como um dos desafios das incorporadoras para este e os próximos anos.

“Os custos de construção subiram e os preços dos imóveis não. Isso impacta muito nas margens”, justifica Leandro Melnick, ao narrar que atualmente o aumento nos valores não reflete os reajustes que, de fato, deveriam ter sido feitos. Para ele, a solução é repassar o aumento de custos para o consumidor, mas, antes, é importante buscar a diminuição das taxas de juros e criar um momento econômico mais saudável. 

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Esse futuro é observado com otimismo pelos CEOs. “Estamos em um momento onde os dados apontam para o arrefecimento de custos e, em breve, novas famílias devem ter de volta a capacidade de compra que perderam nos últimos dois anos”, acredita Gontijo. O caminho para isso, segundo ele, passa pelo programa Casa Verde e Amarela, cujas mudanças recentes permitem a participação de mais famílias. 

Confiança em ascensão no mercado imobiliário

O levantamento mais recente da ABRAINC destacou o crescimento de 18% na venda de imóveis vendidos em território brasileiro. E o número foi puxado pelo aumento significativo de 103% nas vendas de residências de alto e médio padrão. Para Diego Villar, esse é um dos fatores que reflete o viés de melhora da confiança da população, que logo poderá observar efeitos práticos disso.

“O desalento com a taxa de juros desencoraja quem não acredita que o ambiente brasileiro vai melhorar e isso faz com que as pessoas evitem comprar uma casa, provavelmente a aquisição mais importante da vida, do ponto de vista emocional e de custo”, explica. Diego entende que a perspectiva de dados macroeconômicos mais equilibrados favorecem o crescimento da confiança.

“Quem quer que ganhe a eleição vai receber um País melhor do que antes e isso é um fator de confiança”, comenta. Ele pontua que o aumento nas vendas de um segundo imóvel registrado pela sua companhia é reflexo desse aumento da confiança. “A venda de imóveis na praia explodiu. E quem toma essa decisão é um público que acredita que as coisas vão melhorar”, esclarece.

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