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Copom sobe Selic para 7,75%; veja como a nova taxa afeta os investimentos

Títulos da renda fixa, em especial os que são atrelados ao CDI ou à inflação, tendem a se beneficiar do movimento de alta da taxa básica de juros

Por: Érika Motoda, O Estado de S.Paulo 28/10/2021 3 minutos de leitura
Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são livres de Imposto de Renda para Pessoa Física e costuma ter um rendimento de acordo com o CDI ou o IPCA/Crédito: Getty Images

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Após mais um aumento da taxa básica de juros, a Selic, o investidor que busca segurança para os seus investimentos encontra oportunidades nos títulos de renda fixa pós-fixados. Esses títulos costumam ter rendimentos atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) – taxa de juros de referência que acompanha a evolução da Selic – ou ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do País.

Esse tipo de investimento oferece uma maneira de se proteger da alta da inflação e dos juros, preservando o patrimônio. Com a Bolsa de Valores andando de lado, por causa dos riscos fiscal e político, os títulos pós-fixados também passaram a oferecer boas oportunidades de rentabilidade. Isso porque o valor é corrigido por um indexador flutuante e, com o cenário conturbado, a remuneração é maior. 

Contudo, é preciso estar atento à inflação, que está corroendo boa parte das aplicações, até mesmo em renda variável. Não há nada no horizonte que indique que a inflação irá ceder este ano, por mais que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha elevado pela sexta vez consecutiva a taxa básica de juros, com a Selic agora a 7,75% ao ano.

Especialistas consultados pela reportagem apostam que o ciclo de alta de juros deve se encerrar em meados de 2022, com a Selic atingindo uma taxa entre 11% e 12%. No momento em que a taxa básica de juros chegar ao seu limite e puder começar a cair na sequência, essa será a hora ideal de pensar em realocar recursos nos títulos prefixados – aqueles em que o investidor sabe exatamente quais os juros que vai receber na data de vencimento. Por ora, os especialistas acreditam que eles ainda não são bons investimentos, especialmente para quem é mais conservador.

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Para Henrique Zimmermann, sócio da VLG Investimentos, as melhores oportunidades para quem quer investir por um prazo curto estão nos títulos atrelados ao CDI. Já para aqueles que olham mais no futuro, as oportunidades estão nas aplicações corrigidas pelo IPCA.

“O pós-fixado no CDI está interessante para quem quer investir durante um ou dois anos, porque é certeza que vai subir, só não sabemos a velocidade. O investidor vai conseguir surfar e ganhar todas as altas de juros até o vencimento do título”, disse ele. O CDI, que é o índice da taxa de juros cobrada nos empréstimos entre bancos, acompanha o movimento da Selic.  “Já quando o investimento for passar de dois ou três anos, faz sentido um IPCA +, para garantir uma taxa boa por um período mais longo.” 

Isenção de Imposto de Renda

Zimmermann, da VLG Investimentos, recomenda os investimentos que são livres de Imposto de Renda para Pessoa Física, como o Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificado de Recebimento do Agronegócio (CRA) e debêntures incentivadas. Esses títulos também costumam ter um rendimento de acordo com o CDI ou o IPCA. Mas também existem outras opções.

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Os investimentos de renda fixa que não têm isenção de IR, por exemplo, costumam apresentar outros atrativos – como taxas de rendimento maiores – para atrair o investidor, explica Rodrigo Beresca, analista de Soluções Financeiras da Ativa Investimentos. “A vantagem que, por exemplo, a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) trazem é a isenção tributária. Mas o Certificado de Depósito Bancário (CDB) traz um prêmio mais alto para compensar a falta de incentivo fiscal”, diz. 

Leia o conteúdo completo em:
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,copom-sobe-selic-para-7-75-veja-como-a-nova-taxa-afeta-os-investimentos,70003882019 

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