Os FIIs com aplicação de investimento Imobiliário (FIIs) costumam ser uma das principais opções dos investidores que buscam bons retornos a um custo acessível. Alguns até se destacam devido ao preço da cota para investir.

Segundo um levantamento feito pela plataforma TC/Economatica, de todos os FIIs disponíveis na B3, 24 possuem aportes mínimos abaixo de R$ 11. Desse total, nove apresentaram retornos positivos no acumulado deste ano.

Os fundos considerados de papel representam a maioria dos ativos com as melhores performances de 1 de janeiro de 2022 até esta segunda-feira (11).

Como esses FIIs com aplicação, investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), o movimento de alta de juros e aumento da inflação beneficiam a rentabilidade desses produtos porque o repasse desses reajustes acontece de forma mais rápida.

“Dá para realizar a atualização monetária mensalmente. A minha inflação do mês passado foi de 1,62%. Neste mês, dá para corrigir e no mês seguinte repasso para os investidores”, explica Isabela Suleiman, analista de Fundos de Investimentos Imobiliários da Genial, sobre a dinâmica do repasse da inflação nos FIIs de papel.

Por outro lado, outros ativos tiveram ganhos bem mais expressivos do que os de papel. Ainda segundo o levantamento da plataforma TC/Economatica, o fundo Energy Resort Fundo de Investimento (EGYR11) foi o que mais se destacou, ao apresentar um retorno de 91,5% no acumulado do ano.

Apesar do alto retorno financeiro do produto, o risco desse FIIs com aplicação também é significativo. Isso acontece porque, segundo Suleiman, o Energy está lastreado em imóveis ainda em construção. “Há risco de estourar o orçamento durante a construção da obra. Há o risco também de venda e de estar construindo um imóvel em um momento de alta. Daqui a cinco anos, quando estiver pronto, as vendas despencam ou pode ter distrato de contrato”.

A especialista destaca ainda que o produto financeiro possui poucos cotistas e não costuma ser um dos mais conhecidos porque é destinado para investidores qualificados (com patrimônio investido superior a R$ 1 milhão) e profissionais (patrimônio investido superior a R$ 10 milhões).

Os fundos Brazilian Graveyard Death Care (CARE11), que investe em cemitérios, Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) e Hedge Realty Development (HRDF11) também têm o mesmo público-alvo, o que torna o acesso aos investimentos restrito.


Por outro lado, os fundos Valora Hedge Fund (VGHF11), Mauá Capital Hedge Fund (MCHF11) e Versalhes Recebíveis Imobiliários (VSLH11) foram os FIIs destinados a todas as classificações de investidores com os melhores retornos no acumulado deste ano.

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