O Programa Minha Casa Minha Vida acaba de ganhar um novo impulso. A liberação de R$ 1,28 bilhão possibilita a retomada de obras paralisadas, alavanca o Projeto de Integração do Rio São Francisco e viabiliza empreendimentos que vão reforçar a oferta hídrica em Alagoas, Ceará e Pernambuco. A verba autoriza a construção de 17 mil unidades habitacionais contratadas em 2018 e, ainda, a contratação de 36 mil novas moradias.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, o crédito será fundamental para geração de emprego e renda em diversas localidades do País. “Para cada R$ 1 milhão em investimentos no programa habitacional, são gerados cerca de 40 postos de trabalho diretos e indiretos”, destacou Canuto em comunicado oficial.

Desde o início do ano, em todo o País, mais de 150 mil unidades habitacionais foram contratadas nas faixas 1,5; 2 e 3 do programa. No mesmo período, foram entregues 230 mil residências em todos os Estados e no Distrito Federal.

Foram liberados, no primeiro semestre de 2019, mais de R$ 2,5 bilhões para a continuidade das obras do MCMV. Deste total, mais de R$ 2 bilhões foram destinados ao atendimento da Faixa 1, que inclui famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil.

Segurança hídrica

Assine nossa newsletter e receba por e-mail as principais notícias e dicas.
Fique tranquilo, não enviamos SPAM.
Quero me cadastrar para receber informações relevantes por e-mail. Fique tranquilo, não fazemos SPAM.
Outros R$ 45 milhões serão utilizados na pré-operação Eixo Leste do Projeto de Integração do São Francisco. Desde 2017, o trecho tem assegurado o abastecimento regular de mais de um milhão de pessoas em Pernambuco e na Paraíba. Somente no estado de Pernambuco, a expectativa é de que o projeto atenda 2,9 milhões de pessoas em 113 municípios, quando os dois eixos e as obras complementares estiverem concluídos.

O empreendimento é composto por dois eixos de transferência de água. O Eixo Norte está em fase final de execução, com 97% de avanço físico. Estima-se que os serviços devem ser concluídos neste segundo semestre e, com isso, as águas do Velho Chico avançarão rumo aos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e da Paraíba.

Ramal do Agreste

Mais R$ 115 milhões serão aplicados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) no Ramal do Agreste, localizado no interior de Pernambuco. Em pleno andamento e com 2.600 profissionais contratados, o ramal permitirá que a água do Eixo Leste chegue até mais de 2,2 milhões de pessoas na região pernambucana. Neste ano, o Governo Federal já destinou R$ 290 milhões ao empreendimento.

Obras executadas pelos governos estaduais com apoio financeiro do MDR, como o Canal do Sertão Alagoano e o Cinturão das Águas do Ceará, também serão contempladas. Elas vão receber R$ 60 milhões cada.

Déficit sanitário

De acordo com dados apontados no Atlas Esgoto, da Agência Nacional das Águas (ANA) e da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, 43% da população do Brasil não possui saneamento básico ou tem atendimento sanitário considerado precário. Só na Paraíba, estima-se que 60 mil residências não ainda não tenham esgotamento sanitário.

Já o Estado de Pernambuco, que tem população de 9.278 milhões de pessoas, sofre com a irregularidade das chuvas e com vazamentos em tubulações e adutoras. Segundo dados do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), atualmente 50% da água encanada que é servida pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) se perde no caminho.