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FIIs: confira os fundos imobiliários com rentabilidade acima da Selic

O levantamento produzido pela Monett avaliou a rentabilidade dos FIIs que compões o IFIX

Por: Daniel Rocha, O Estado de S. Paulo 09/08/2022 3 minutos de leitura
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Os fundos imobiliários são investimentos isentos de imposto de renda (IR)/ Crédito: Getty Images

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Um levantamento realizado pela plataforma de investimentos Monett mostra que somente 30 fundos imobiliários (FIIs) entregaram rentabilidade acima da taxa Selic nos últimos 12 meses. O ranking foi realizado com base no total 106 FIIs que compõem o IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliário).

A maioria dos FIIs do IFIX é classificada como fundos de crédito de recebíveis imobiliários (CRI) ou “fundos de papel”, como também são conhecidos. O motivo para os ganhos expressivos desses ativos se deve à característica do produto, pois esses FIIs possuem aplicações em títulos atrelados à Selic (CDI) ou à inflação (IPCA). Assim, conseguem acompanhar o movimento de alta da taxa de juros e a dos preços.

Na última quarta-feira (3), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou pela 12ª vez a taxa básica de juros, para 13,75% ao ano. Com o movimento, os investimentos de ativos precisam oferecer uma rentabilidade acima da Selic para compensar o risco para o investidor.

Os 30 fundos imobiliários com rentabilidade acima da Selic

O levantamento levou em consideração apenas os FIIs que compõem o IFIX

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1. Urca Prime Renda (URPR11): 20.25%
2. Átrio Reit Recebíveis Imobiliários (ARRI11): 17.91%
3. Kinea Índices de Preços (KNIP11): 17.89%
4. Valora Hedge Fund (VGHF11): 17.48%
5. Vectis Juros Real (VCJR11): 17.22%
6. Riza Arctium Real Estate (ARCT11): 17.19%
7. Valora CRI Índice de Preço (VGIP11): 17.12%
8. Habitat Recebíveis Pulverizados (HABT11): 16.92%
9. Kinea High Yield CRI (KNHY11): 16.83%
10. Hectare CE (HCTR11): 16.75%
11. NCH EQI High Yield Recebíveis Imobiliários (NCHB11): 16.74%
12. REC Recebíveis Imobiliários (RECR11): 16.58%
13. Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11): 16.54%
14. Versalhes Recebíveis Imobiliários (VSLH11): 16.33%
15. Kinea Securities (KNSC11): 16.22%
16. Mérito Desenvolvimento Imobiliário I (MFII11): 15.18%
17. Plural Recebíveis Imobiliários (PLCR11): 15.16%
18. Barigui Rendimentos (BARI11): 15.04%
19. AF Invest CRI (AFHI11): 15.00%
20. Polo Crédito Imobiliário (PORD11): 14.93%
21. Fator Verità (VRTA11): 14.91%
22. Riza Akin (RZAK11): 14.79%
23. Ourinvest JPP (OUJP11): 14.79%
24. Banestes Recebíveis Imobiliários (BCRI11): 14.54%
25. VBI CRI (CVBI11): 14.45%
26. Iridium Recebíveis Imobiliários (IRDM11): 14.34%
27. HSI Ativos Financeiros (HSAF11): 14.30%
28. Capitânia Securities II (CPTS11): 14.21%
29. Riza Terrax (RZTR11): 14.01%
30. SP Downtown (SPTW11): 13.79%

Fonte: Felipe Paletta, sócio e analista Monett/*Os retornos correspondem até o pregão da última quinta-feira (4)

No entanto, vale ressaltar que performance passada não é garantia de retornos no futuro. Por isso, o investidor deve buscar informações sobre algumas características do fundo, como a sua gestão, para avaliar se os fundamentos estão adequados aos seus objetivos de investimento.

Felipe Paletta, sócio e analista da Monett, explica que, devido às épocas de juros altos os fundos de tijolo, atrelados a imóveis físicos, ficaram com preços depreciados e, por isso, podem representar uma oportunidade de investimento. Segundo ele, esses produtos, geralmente, têm um potencial de ganho no médio e de longo prazo.

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“Eu entendo que os FIIs de recebíveis devem representar um porcentual interessante na carteira do investidor, cerca de um terço. São nesses momentos que encontramos boas oportunidades para comprar os fundos de tijolos. No longo prazo eles vão ter ganho de capital”, diz.

Nesta perspectiva, alguns segmentos devem entrar no radar, como os de shoppings e os de hotéis. De acordo com o especialista, os setores sofreram bastante ao longo da pandemia, mas têm se recuperado e devem mostrar taxas de ocupação e receitas positivas em 2023.

Os FIIs de logística também devem entrar no radar, até porque o segmento já foi classificado como defensivo entre os fundos imobiliários. “No Brasil, vemos uma certa defasagem no setor. Há pouco investimento, enquanto o e-commerce ainda é sub penetrado no País, mas segue em crescimento”, destaca Paletta.

Esse texto foi publicado originalmente em:
https://einvestidor.estadao.com.br/investimentos/rentabilidade-selic/

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