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Capão Redondo: força da cultura hip-hop

Destaque do bairro são os movimentos sociais, culturais e o Festival 100% Favela


Da Redação

18/06/2020 - 4 minutos de leitura


Por todo bairro é possível ver formas de manifestação cultural, no hip-hop, nas artes plásticas e no teatro/ Crédito: Minh Ngọc no Unsplash

O nome Capão Redondo surgiu devido ao formato arredondado do terreno, que era uma grande área de mata virgem. Até 1911, parte das terras da zona sul pertencia ao senador Uladislau Herculano de Freitas, um influente político do Paraná que em 1912 decidiu dividir o terreno e vendê-lo para três homens ricos e influentes da época.


Uma parte da área foi entregue a Pantaleão Teisen, funcionário público da Prefeitura de Santo Amaro – a região foi município até 1935, quando foi incorporada como um dos distritos de São Paulo. Teisen fez das terras uma grande fazenda e, em 1915, recém-convertido ao adventismo, vendeu parte do terreno para o pastor John Bohem, que no mesmo ano fundou o colégio missionário Instituto Adventista de Ensino (IAE), hoje chamado de Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp).

O local é considerado a pedra fundamental para a construção do distrito. Por conta da proximidade com as estradas de M’Boi Mirim e de Itapecerica da Serra, que facilitava o acesso entre os municípios próximos, as terras dos adventistas se tornaram um local de encontro para fazendeiros, caçadores e pescadores. Esse acesso facilitou a chegada de novos moradores que vieram de bairros vizinhos, o que deu início ao crescimento do Capão. Esse avanço ganha força no final dos anos 1970.

Daí por diante, os moradores mostraram sua força por meio de grupos culturais e movimentos sociais, que marcam o território hoje, mostrando a realidade da região. Dois nomes se destacaram na música e na literatura: Mano Brown, líder dos Racionais MC’s, e Ferrez, autor do livro Capão Pecado. Mas por toda a área é possível ver formas de manifestação cultural, no hip-hop, nas artes plásticas e no teatro.

Preço

De acordo com a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), o preço médio por metro quadrado (m²) no bairro do Capão Redondo é de R$ 5.042,93 na compra. Já o valor médio do aluguel de casas com um dormitório é de R$ 1.176,67 e de apartamento é de R$ 1.019,23.

Mobilidade

O bairro conta com a estação Capão Redondo, da linha 5-Lilás do metrô. No local, é possível ainda embarcar em um ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos ou da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPtrans) com destino para os quatro cantos da cidade.

Educação

O distrito acomoda escolas privadas e públicas. São seis Escolas Adventistas, também as escolas do Alvorada, Valo Velho, Campo de Fora, Jardim das Palmeiras, Jardim Lillá e Vila das Belezas, e os Colégios Adventistas Ellen White e Campo Limpo. Além da Universidade Adventista de São Paulo (UNASP), também estão presentes os colégios católicos São Luiz de Gonzaga, São Vicente de Paulo e Santa Isabel. E os privados Perspectiva, Prisma,

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Morumbi Sul, Seiva e o Externato Elvira Ramos. Há várias instituições de ensino estaduais e municipais, tais como os colégios Beatriz de Quadros leme, Afiz Gebara, Joiti Hirata e Maud Sá de Miranda Monteiro.

Saúde

A área abriga o Ambulatório Médico Especializado (AME) Capão Redondo, Centro Médico Adventista Unidade Sul, Hospital adventista de São Paulo e Hospital Serra Mayor.

Lazer

O território guarda o Parque Santo Dias (Rua Jasmim da Beirada, 71). Com 134.000 m², vegetação composta por remanescente da Mata Atlântica e áreas ajardinadas arborizadas, tem ainda 132 espécies de animais, sendo 72 aves. A área é originária da antiga fazenda do Instituto Adventista (IAE), desapropriada em 1990 para a construção da COHAB Adventista. Nesta época, foi criada a Associação de Moradores em prol do Parque Ecológico Santo Dias e em 1992 o parque foi inaugurado. Seu nome homenageia um morador do bairro Capão Redondo, morto em 1979 durante greve trabalhista.

O local possui também playground, quadras de vôlei, tênis, futsal, handebol, basquete e street ball, quiosque de ginástica, academia da terceira idade, aparelhos de ginástica, pista de corrida, trilhas, sanitários acessíveis, área de estar, viveiro de mudas, viveiro de plantas medicinais, nascente com pequeno lago, trilhas ecológicas e arena para atividade física. Ali é possível aproveitar também o Bosque da Leitura (equipamento da Secretaria Municipal da Cultura) com rede wifi e acessibilidade na entrada do parque e nas áreas de circulação.

A Fábrica de Cultura da Secretaria de Estado da Cultura é outro local importante do bairro, inaugurado em 2012. Ele conta com 210 mil m² de área e promove cursos de iniciação artística para crianças e jovens e atividades de difusão para toda a comunidade. E por falar em cultura, todos os anos ocorre na região o Festival 100% Favela. O evento, que reúne astros do rap de São Paulo, como Mano Brown e Thaíde, é realizado pela ONG Periferia Ativa e pela Cúpula Negredo, com iniciativa viabilizada pela comunidade local.

Gastronomia

A região tem uma variedade de opções, como os pratos de tempero brasileiro do Restaurante Casa da Feijoada (Rua Maria Blanchard, 133), o cardápio de porções e petisco do Bar e Restaurante do Osmar (Avenida Comendador Sant’Anna, 84) e dos lanches do The Maché Hamburgueria (Alameda José Lopes de Almeida, 322).

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