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Cachoeirinha: conheça a história do bairro de tradição japonesa

Repleta de fontes naturais, a região servia como uma área de lazer para os moradores e visitantes


Da Redação

15/05/2020 - 4 minutos de leitura


No Largo do Japonês, principal praça da região, existia um riacho/ Foto: Getty Images

O bairro da zona norte foi fundado em agosto de 1933. A origem do nome “Cachoeirinha” é devido ao fato de ter existido uma cachoeira que veio a ser soterrada para dar passagem à Avenida Inajar de Souza. No Largo do Japonês, principal praça da região, existia um riacho. E no local onde é hoje o Hospital e Maternidade da Vila Nova Cachoeirinha, havia lagos e cachoeiras que serviam como entretenimento e local para piquenique entre os moradores.


Os primeiros residentes foram membros da colônia japonesa que trabalhavam nas chácaras de plantio de batatas e hortaliças. Por volta de 1944 nasceu, no Largo do Japonês, a primeira casa comercial da redondeza, pertencente a uma família de imigrantes de origem nipônica.

Próximo à praça, o distrito viu surgir também as primeiras lojas de grandes magazines. Na mesma área estão presentes ainda lojas de móveis e roupas, lanchonetes, além de um hipermercado e um Shopping Center. Acompanhando toda a movimentação do comércio local, o bairro possui cerca de dez agências bancárias. Atualmente sua população gira em torno de 143.523 mil habitantes em uma área de 13,30 mil metros quadrados (m²).

Preço

De acordo com a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), o preço médio por m² no bairro da Cachoeirinha é de R$ 5.042,93 na compra. Já o valor médio do aluguel de casas com um dormitório é de R$ 1.176,67 e de apartamento é de R$ 1.019,23.

Mobilidade

As avenidas Deputado Emílio Carlos, Parada Pinto, Inajar de Souza e Imirim são as principais do bairro. A região é servida pelo Terminal de Ônibus Vila Nova Cachoeirinha, que conta com 22 linhas que interligam a área a outras regiões da zona norte, ao centro de São Paulo e à zona oeste.

Além disso, a redondeza está dentro dos planos de expansão do metrô: a linha 16-Violeta deve ligar a Cachoeirinha ao Ipiranga via Casa Verde e Luz. No momento, as licitações foram abertas para os projetos iniciais e não há previsão para o início das obras.

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Educação

O bairro acomoda diversas opções de ensino, como os colégios particulares Nova Cachoeirinha, 14 de Julho, Colégio Caetano Álvares e também o Vinícius de Moraes, além do Centro Universitário da Fundação Hermínio Ometto (FHO), Centro Universitário Internacional (UNINTER) e Universidade Santo Amaro (Unisa) – Polo Educacional Metrô Santana. No ensino público, conta com a Escola Estadual Professora Raquel Assis Barreiros e a Escola Estadual República do Chile.

Saúde

Na saúde pública, a região é atendida pelo Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha e pelo Hospital Municipal Maternidade Escola, fundado em 1972, que é considerado referência nacional no atendimento à Saúde da Mulher, da Gestante e do Recém-Nascido de Alto Risco.

Lazer

O distrito tem como vizinho o Parque Estadual Alberto Löfgren, mais conhecido como Horto Florestal (Rua do Horto, 931). Apesar de localizado em área urbana, o parque mantém extensas zonas de Mata Atlântica, constituindo uma importante referência para a população da zona norte da capital paulista. A biodiversidade do parque é abastada, possui importantes coleções arbóreas e inúmeras espécies exóticas como eucaliptos, pinheiro-do-brejo com suas raízes esculturais (algumas centenárias) e nativas, como o pau-brasil, carvalho-nacional, pau-ferro, jatobá, entre outras. É comum observar bandos de tucanos, maritacas, jacus, capivaras, esquilos, bugios, macacos-prego, garças, socó, mergulhões. No espaço há também lagos e bicas d’água potável que brotam de seu solo, além de belas alamedas, oferecendo ao visitante um acolhedor local para práticas esportivas, piqueniques ou uma simples caminhada, respirando ar puro, ao som de pássaros e cigarras.

Na parte educacional, há o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, localizado na avenida Deputado Emílio Carlos, próximo ao Largo do Japonês. Inaugurado em 27 de março de 2006, e sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura, é o maior centro público dedicado aos interesses da juventude paulistana. São 8 mil metros quadrados de arquitetura moderna e arejada, reunindo biblioteca, anfiteatro, teatro de arena, sala de projetos, laboratório de idiomas, laboratório de pesquisas, estúdio para gravações musicais, ilhas de edição de vídeo e de áudio, ateliê de artes plásticas, sala de oficinas e galeria para exposições, além de uma ampla área de convivência.

Na esquina da rua Franklin do Amaral com a avenida Conselheiro Moreira de Barros, ao lado da torre de água da Sabesp, foi criada em 2012 a Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, sob responsabilidade da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O espaço oferece oportunidades de acesso gratuito a diversas atividades artísticas nas áreas de música, dança, teatro, circo, foto, vídeo, desenho, grafite, DJ, capoeira e muitos outros.

Gastronomia

A região conta com uma variedade de opções, como o cardápio contemporâneo com inspirações na cozinha mediterrânea do LeLui Bar e Cozinha (Rua Jacuna, 302). É possível encontrar também diversos pratos com polvo, bacalhau ou cordeiro, dos sabores típicos nordestinos, no Restaurante Baião de II (Rua Julião Ferreira da Silva, 139). O cardápio do Pizzaria Monte é destaque, bem como os pratos mineiros do Restaurante Cantinho de Minas (Rua do Engenho, 53 – 1° andar).

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