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Água Rasa: abençoado pelo regente do império brasileiro

Em meados do século 19, o padre Diogo Feijó, autor do discurso que prenunciou a independência do Brasil, viveu na região


Da Redação

29/09/2020 - 4 minutos de leitura


Água Rasa se firmou como um bairro tradicional e capaz de oferecer boa qualidade de vida a seus moradores/ Foto: Getty Images
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O ribeirão Tatuapé é o responsável pelo batismo do bairro Água Rasa. A motivação é simples: o rio, que abastecia toda a região no início do século 19, não tinha profundidade alguma.

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As terras que hoje compõem a Água Rasa pertenciam a João Mariano até 1829. Nesta data, ele vendeu seu grande sítio ao padre Diogo Feijó, regente do império do Brasil, que passou a chamá-lo de Chácara Paraíso e implementou o cultivo de tabaco e chá. Àquela época, Feijó já era importante personagem da história brasileira: seu discurso proferido em 1821 foi um prenúncio da independência do País.

Em sua Chácara Paraíso foi construída uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Piedade, santa de sua devoção. Era lá que o padre rezava a missa para os seus empregados e atraía cada vez mais e mais gente – uma colaboração importante para o crescimento do bairro.

Com o passar das décadas, a Água Rasa se firmou como um bairro tradicional e capaz de oferecer boa qualidade de vida a seus moradores. Contudo, a partir dos anos 1990, houve um boom de empreendimentos na região.

A boa localização, bastante próxima ao bairro da Mooca, despertou a atenção do mercado imobiliário. Outro fator que contribuiu para valorização do local foi a inauguração do Shopping Jardim Anália Franco, em 1999.

O estilo urbano do bairro mescla os perfis comercial e residencial. A maior parte do comércio situa-se nas grandes avenidas da região, como a Salim Farah Maluf, Sapopemba, Regente Feijó e a Vereador Abel Ferreira. As quadras internas a estas vias principais são tomadas por casas e prédios.

Preço

Segundo a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), o preço médio por metro quadrado (m²) de uma casa no bairro da Água Rasa é de R$ 3.469,55 e de um apartamento é de R$ 3.629,03. Já no aluguel, casas com um dormitório tem o valor médio de R$ 711,43. Com dois, R$ 1.326,74 e com três dormitórios, R$ 2.581,25.

Mobilidade

A região é cercada de avenidas importantes como a Salim Farah Maluf, Sapopemba, Regente Feijó e a Vereador Abel Ferreira. Além disso, conta com boa estrutura de transporte. O bairro vive ainda a expectativa da conclusão do projeto de expansão da Linha 2-Verde do Metrô. A construção que hoje liga a Vila Madalena à Vila Prudente contará com mais 12 estações: Orfanato, Água Rasa, Anália Franco, Vila Formosa, Guilherme Giorgi, Nova Manchester, Aricanduva, Penha, Penha de França, Tiquatira, Paulo Freire e Dutra.

Até antes da pandemia do novo coronavírus, o governo do Estado previa inaugurar o novo trecho em 2025. As construtoras contratadas, inclusive, já estão iniciando a ocupação dos canteiros. A pandemia, porém, deve atrapalhar esse planejamento.

Educação

Água Rasa também conta com boa oferta de instituições de ensino. A Escola Estadual Plínio Barreto, o Colégio Nossa Senhora de Lourdes e o Colégio Salamê Mingue são algumas das opções.

Saúde

O bairro abriga dezenas de farmácias, centros médicos e clínicas especializadas. Destaque para o Hospital Infantil Cândido Fontoura – Cardiologia, o Anália Franco, Aviccena e Maternidade São Cristóvão e para a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Água Rasa.

Lazer

São cartões-postais da região a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e a Casa do Regente Feijó, tombada e localizada no bairro vizinho: Anália Franco. Além disso, está localizado próximo ao Museu da Imigração. No local, que recebeu cerca de 2,5 milhões de estrangeiros entre 1887 e 1978, estão expostas relíquias do passado cafeeiro e industrial paulista e um rico acervo digital com jornais, cartografias e registros de matrículas de pessoas que passaram por ali. O museu ainda proporciona um passeio de Maria-Fumaça, principal meio de locomoção na época do café.

O Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo, sede do Clube do Choro de São Paulo, também fica próximo à Água Rasa. A instalação passou recentemente por uma reforma e foi reaberto em 2015. Hoje recebe programação de espetáculos e shows semanalmente. Outra opção de lazer é a Biblioteca Affonso Taunay, fundada em 1954, que conta com um acervo riquíssimo formado por mais de 20 mil exemplares. Pra quem procura um espaço verde, o Parque Sabesp Mooca tem área de mais de 20 mil m² de árvores e gramado com equipamentos de ginástica e parquinho.

Gastronomia

O setor de bares e restaurantes atende o bairro com ampla gama de opções, incluindo ambientes familiares e espaços mais agitados. Vale destacar o Portuga (Rua Serra de Jairé, 1508) e seu famoso picadinho servido todos os dias da semana, o Dicamargo (Rua Barão de Penedo, 197), com salgados famosos entre os moradores, e o Al Barouk (Rua Água Rasa, 116), que serve pratos da culinária árabe.

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