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Vilas fechadas são vistas como alternativa barata a condomínios

Número de vilas cai 23% em São Paulo, mas modalidade continua atraindo moradores por segurança e tranquilidade


Isaac de Oliveira, O Estado de S. Paulo

15/04/2020 - 3 minutos de leitura


A publicitária Rose Sousa mora em uma vila no Itaim Bibi há mais de dois anos/ Foto: Alex Silva/Estadão

Quando saiu na hora do almoço para visitar um imóvel, a publicitária Rose Sousa, de 39 anos, não esperava encontrar um lugar sossegado no meio do Itaim Bibi – movimentado pólo econômico de São Paulo. Selada por um portão, a Rua Oscar Pereira da Silva é uma das 412 vilas fechadas da capital paulista, conforme levantamento da Secretaria Municipal das Subprefeituras.

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“Achei o apartamento e disse: ‘Eu quero morar nessa rua’. Pela tranquilidade e por me dar sensação de mais segurança. Tem a portaria na entrada da rua, fora a do prédio. Para mim, vila já é sinônimo de coisa familiar, mais tranquila”, avalia Rose, que vive no lugar há mais de dois anos.

A vila em questão é formada por quatro prédios e três casas. Zelador e porteiro em um dos edifícios, o piauiense João de Deus Visgueira, de 63 anos, trabalha e mora no mesmo lugar há mais de 25 anos. Além da tranquilidade, ele também aponta que não há muitos conflitos e que boa parte dos moradores se conhecem.

Fim de tarde, por exemplo, é o horário de pico de passeio de crianças e pets. Foi lá, inclusive, que João criou os dois filhos, hoje adultos. Se precisar deixar do lugar, o zelador já se ressente de saudades. “No dia em que eu sair do prédio, eu vou sentir falta. Eu gosto muito de morar aqui”, diz.

O número de ruas fechadas por portões ou cancelas diminuiu 23,6%, em relação ao início de 2018, quando havia 539 vilas fechadas na capital paulista, de acordo com a Secretaria das Subprefeituras. A pasta explica que a redução pode ter ocorrido pela reabertura de algumas ruas, em decorrência de fiscalização ou a pedido de moradores.

A fiscalização da Prefeitura segue a lei municipal nº 16.439, de 2016, que dispõe sobre a restrição à circulação em vilas, ruas sem saída e ruas sem impacto no trânsito local. Com o dispositivo, ficou permitido o uso de portões, cancelas ou equipamentos similares, desde que não seja impedida a visualização do interior desses espaços.

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Além disso, para quem deseja selar a rua, o processo de fechamento dura de 45 a 60 dias, e é necessário que no mínimo 70% dos moradores estejam de acordo.

Custos menores

Motivos mencionados não só por quem mora, a segurança e a tranquilidade também são fatores positivos elencados por quem trabalha no mercado imobiliário. A economista do Grupo Zap Deborah Seabra afirma que imóveis de vilas estão ganhando proeminência em São Paulo e que, a depender da situação, podem ter preços mais atrativos em relação a alguns tipos de empreendimentos de mesmo padrão.

“Você consegue misturar um pouco da segurança que um condomínio oferece com o fato de você viver a cidade, que é morar na rua”, diz. “E é uma opção mais barata do que morar em condomínio, porque você não conta com toda a infraestrutura que um condomínio tem, desde opções de lazer até a própria manutenção”, complementa.

A economista ainda explica que a falta de itens ou da cobrança de taxa condominial, por exemplo, reduzem o valor de venda ou aluguel. Outro ponto que alivia o bolso se deve ao fato de que as casas em vilas costumam ser geminadas, característica que impacta na privacidade dos moradores e, consequentemente, no preço.

Leia a íntegra do conteúdo em https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-imobiliario/vilas-fechadas-sao-vistas-como-alternativa-barata-a-condominios/

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