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Forro de gesso: conheça os tipos e suas vantagens

Sua prioridade é o tempo de instalação, efeito, preço ou o custo-benefício? Ajudamos você a tomar a melhor decisão


Da Redação

15/06/2021 - 3 minutos de leitura


Forro de drywall é mais fácil de recortar, permitindo um desenho mais detalhado/ Crédito: Getty Images
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30/07/2021 03:00 até 16/08/2021 00:00


Não é só um detalhe. Embora não olhemos para o teto tanto quanto olhamos para o chão ou para as paredes, o forro de um ambiente é fundamental para a percepção de amplitude, personalidade e sofisticação na decoração. Além das cores, dos materiais e das texturas, sancas invertidas podem ocultar lâmpadas, esconder detalhes da fiação elétrica, disfarçar imperfeições, encanamentos ou vigas. Por isso é importante dar atenção a esse elemento.

“O forro é tão ou mais importante que qualquer outro revestimento, como piso ou paredes. Por causa dele temos a sensação do ambiente, do pé direito e de como o som se propaga. E o principal: ele estrutura a luminosidade do ambiente”, afirma André Goussakoff, engenheiro civil, fundador da White Engenharia. “Um forro bem executado transmite requinte e conforto. Mas é preciso prever o que ele vai receber, o que ele pode esconder, como será a iluminação e o estilo”, completa.

Existem basicamente dois tipos de forração: os de placas (que podem ser de gesso, PVC, ripas de madeira, fibra mineral etc.) e o drywall. Este último oferece uma grande vantagem em relação aos forros de placas: o custo-benefício. Além da facilidade na hora de instalar, o drywall é rápido e não gera tanta sujeira residual. Além disso, não sofre com a umidade, resiste melhor às intempéries e oferece melhor controle de temperatura.

Já o forro de placas de gesso leva mais tempo para ser instalado e faz sujeira, além de uma dificuldade extra: é preciso encontrar um profissional experiente para conseguir um acabamento que valha o transtorno. A aparência é mais lisa e uniforme, mas pode sofrer com oscilações de temperatura, trincar, rachar ou apresentar alterações de cor, tornando-se amarelado ou escurecido em função do mofo.

André Goussakoff: drywall confere mais liberdade para a criação de sancas decorativas e de iluminação/ Foto: arquivo pessoal

Planejando o céu de dentro

Se você está considerando um forro com placas de gesso, é preciso saber que elas serão pré-moldadas, geralmente com 60×60 cm, e coladas entre si. Trata-se de um processo de maior tempo de execução e secagem, mas o custo é menor. A estrutura do forro fica mais pesada e fixa, então a opção não é indicada para locais que precisam de uma certa maleabilidade das paredes (divisórias que se movimentam, deslizam pelos ambientes ou são modulares). “É um processo não tão moderno, pela falta de praticidade de montagem. E é um pouco mais complicado em relação à manutenção”, conta Goussakoff.

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Já o drywall é constituído por placas de gesso acartonado (como as utilizadas nas paredes), estruturadas por perfis metálicos fixados à laje. Para o profissional, trata-se de um processo bem mais prático em relação a tempo e manutenção. “Permite recortes e mais liberdade para a criação de sancas decorativas e de iluminação. É uma estrutura mais leve, por isso usa menos pontos de fixação à laje e às paredes. E a praticidade se reflete também na hora de instalar as luminárias de embutir.”

Segundo o engenheiro, o acabamento de ambos, quando bem executados, fica perfeito. Ele conta que, quando a tecnologia drywall foi introduzida, questionava-se sobre seu uso em áreas muito extensas, já que suas emendas exigem cuidado especial. “Realmente é mais fácil disfarçar as emendas nas placas de gesso. Por outro lado, é mais fácil trabalhar e recortar o forro de drywall, que permite um desenho mais detalhado.”

Em ambos os casos é preciso fazer um revestimento a fim de obter melhor isolamento acústico, embora as placas de gesso sejam mais pesadas e, por isso, ofereçam efeito um pouco melhor. Se o tratamento acústico for prioridade, como na arquitetura coorporativa, é indicado utilizar as placas de fibras – materiais já pensados para essa performance. Se o objetivo for uma aparência mais rústica, como em uma casa de campo, considere o forro de madeira que, além de ser elegante, transmite a sensação de calor e conforto e a matéria-prima é considerada mais sustentável – desde que seja certificada.

Para acabar de vez com as dúvidas, considere que o forro de PVC é o mais barato de todos, seguido pelas placas de gesso e, por último, o drywall. Os preços em São Paulo giram por volta de R$ 45,00/m² do forro de PVC, R$ 110,00/m² das placas de gesso e R$ 130,00/m² do drywall, incluindo a mão de obra.

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