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É possível usar cerâmica no piso da garagem?

Material tem alta porosidade e pode gerar ruídos no atrito com os carros. Especialista recomenda a melhor escolha


Da Redação

05/11/2020 - 2 minutos de leitura


Entre os pisos disponíveis no mercado para garagem, o porcelanato é a melhor opção/ Foto: Getty Images
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Quando um imóvel está em fase de construção, um lugar muito importante acaba, muitas vezes, sendo deixado para escanteio: a garagem. E a dúvida mais recorrente sobre este espaço é: que piso utilizar? Cerâmica ou porcelanato? Consultamos a arquiteta Andrea Balastreire, do escritório Andrea Balastreire Arquitetura de Design de Interiores, para dar algumas dicas.


De acordo com Balastreire, o piso de cerâmica para garagem não é a melhor opção disponível no mercado. “A cerâmica tem uma certa porosidade, e, assim, resíduos dos veículos como óleo e graxas são absorvidos com facilidade por esse material, tornando-o difícil de limpar”, diz a especialista.

“Além disso, o barulho causado pelo atrito entre o piso e o pneu do carro é desagradável. E há tipos de cerâmica que são muito lisas e escorregadias”, comenta Andrea.

O material, contudo, pode ser utilizado, mas com cautela. “Se a escolha for por cerâmica, prefira as que possuem PEI 4 (alta resistência) e é recomendável que tenham um acabamento antiderrapante para evitar acidentes”, alerta.

“Porcelanato é a melhor opção”

“Eu, particularmente, prefiro usar o porcelanato. É um pouco mais caro, mas tem alta durabilidade e grau de absorção praticamente zero. Ele tem resistência a tráfego moderado, sendo um produto com coeficiente de atrito acima de 0,4% para cobertas e 0,5% para áreas descobertas”, informa, ressaltando que os melhores tipos são Loft 90×90, Grey City e o Granilite Grigio da ColormixStore.

“Seja área coberta ou não, o melhor tipo de piso para garagem é este. Seu corte do retificado e acabamento são melhores. Além disso, existe uma variedade enorme no mercado”, explica Andrea.

Ademais, para saber se um piso é de boa qualidade, é importante verificar se ele atende as normas de uso. “Quanto mais alto for o G, maior a resistência do esmalte. Os retificados, onde os cortes das peças são bem regulares, são os melhores”, conta a arquiteta.

Sobre os tipos, segundo Andrea Balastreire: o G4 é recomendado para todas as dependências residenciais; G5 vale para a mesma situação e, também, em ambientes comerciais de tráfego médio; o G6 é necessário em locais de tráfego intenso.

A arquiteta divide até mesmo a receita para que o piso seja preservado e aumente a sua durabilidade. “Limpeza regular com sabões neutros, sem nenhum tipo de abrasivo em sua composição”, finaliza.

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