Ter independência financeira é conseguir pagar as próprias contas. Inclusive, as que envolvem a compra do primeiro imóvel. O sonho da casa própria também está entre os jovens adultos, não importa se será um imóvel na planta, pronto, novo ou usado. Em qualquer desses casos, o planejamento é o ponto de partida. E ele começa quando você está ciente das seguintes informações:

Não é só o financiamento

Além das parcelas, com as quais você se comprometerá por mais de uma década, é preciso considerar que, quando já estiver morando no local, elas se somarão às contas fixas de uma residência: condomínio (se for o caso), água, luz, internet, supermercado, impostos, entre outras. Para que você não se veja numa situação de ter uma casa, mas nenhum dinheiro a mais para a vida social, os seus gastos fixos não devem ultrapassar 30% dos seus ganhos.

Tenha um fundo de emergência

Ao sair da casa dos pais, você precisa se garantir nas contas, ainda que a vida passe por imprevistos. Um fundo de emergência deve conter o equivalente a seis meses de rendimentos, para não passar aperto, por exemplo, ao perder o emprego. Só invista em uma casa, depois que esse fundo estiver garantido.

Certifique-se sobre obras no prédio

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A taxa condominial pode aumentar, de uma hora para a outra, a depender dos gastos que o edifício terá, já que todas as despesas são rateadas entre os condôminos. Para evitar surpresas no seu novo prédio, vá antes da compra na administração e pergunte se não há nenhuma obra ou grandes reparos agendados para dali alguns meses. Isso vai te dar uma previsão do valor dos próximos boletos do condomínio.

Considere por quanto tempo você vai morar no local

Talvez você escolha a localização da casa ou do apartamento pela proximidade com o trabalho. Mas e se você mudar de emprego? A localização vai continuar fazendo sentido ou dificultará a rotina? O melhor é escolher bairros próximos de vias que dão acesso às principais zonas da cidade e também que seja bem servido de transporte público.

Mobiliar e reformar é caro

Uma vez que você tem o dinheiro para comprar a casa – ou ao menos dar uma entrada – é preciso ter em mente o que vem depois: reforma e móveis. Aqui também vale fazer um fundo de reserva para bancar as modificações que serão feitas no apartamento – de pintura à troca de piso. Da mesma forma, será preciso arcar com os custos da mobília, que pode ser comprada aos poucos, mas, ainda assim, precisa de um investimento inicial.

Não tenha receio de desistir da compra

Se você não está seguro com o negócio que está sendo feito, dê um passo para trás. Não há nada de errado em desistir da aquisição de um imóvel por falta de certeza na escolha que está fazendo – seja nas condições de pagamento, na localização e até no imóvel em si. Arcar com possíveis taxas dessa desistência (por exemplo, a multa do distrato de imóveis), ainda sairá mais barato do que se comprometer com um investimento ruim para você.