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Como criar um sítio sustentável?

Uma propriedade pode ser autossustentável de inúmeras formas e nem sempre a solução que deu certo em um terreno será eficiente em outro local. Confira


Verônica Lima

09/07/2020 - 3 minutos de leitura


A água é indispensável para o desenvolvimento de qualquer atividade agropecuária, deve respeitar a captação, uso e tratamento, bem como o descarte/ Foto: Envato

Você já ouviu falar em sítio sustentável? Já pensou em ter uma pequena propriedade rural lucrativa? De acordo com José Eduardo Carrilho, consultor do Sebrae de São Paulo, o termo é definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como “aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

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“Sustentabilidade é um conceito complexo, que exige visão sistêmica e equilibrada dos aspectos econômicos, ambientais e socioculturais, além da obrigatória visão de longo prazo e continuidade”, afirma Carrilho. Inúmeras são as soluções possíveis para que um local seja considerado sustentável. Para o profissional, a sustentabilidade econômica deve ser a primeira a ser buscada, servindo de base às variáveis ambientais e socioculturais.

Além disso, a incorporação de um projeto habilitado ao meio ambiente e à cultura local garante muitos anos de vida ao espaço. “O desafio é não perder de vista o fator econômico, porque sem viabilidade financeira, nem o mais promissor dos projetos se mantém. Lembrando que todo o custo dependerá da situação inicial. Toda transformação deve ser pensada numa perspectiva de médio ou longo prazo, porque as reformas necessárias em infraestrutura só se justificam com tempo prudente de implantação.”

Agricultura e pecuária

Ele explica ainda que as fontes de renda em uma propriedade rural são variadas, mas todas elas dependem de como são desenvolvidas, exigindo sempre muito comprometimento e profissionalismo. “As atividades agrícolas e pecuárias são sem dúvida as principais, porém, pode-se obter receitas extras por meio da exploração da propriedade com turismo rural e suas mais diversas vertentes, aluguel do espaço para festas, cursos e eventos, vendas de produtos artesanais próprios ou de vizinhos, etc.”

Definidas as possíveis fontes de renda, deve-se voltar a atenção para os conceitos ambientais, onde a produção de alimentos, a recuperação de áreas de vegetação degradada e a própria arquitetura e urbanização do local serão condicionadas pelas variáveis como solo, água, energia, tratamento de resíduos, aproveitamento e reaproveitamento de materiais e técnicas construtivas sempre respeitosas à cultura local.

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Reuso e renovação

“Quanto mais soluções e alternativas para a utilização dos recursos a propriedade tiver, mais sustentável será considerada. Fechar ciclos e utilizar recursos provenientes do próprio local também são importantes no conceito de sustentabilidade”, ressalta o consultor do Sebrae-SP

O uso do solo deve respeitar sua capacidade de suporte e preservar sua recuperação. Já o encaminhamento da água, indispensável para o desenvolvimento de qualquer atividade agropecuária, deve respeitar a captação, uso e tratamento, bem como o descarte. “A captação e armazenamento de água da chuva é uma excelente alternativa, por ser ecologicamente correta.”

Além disso, o uso de energia limpa e renovável como painéis solares ou fotovoltaicos e biodigestores são alternativas excelentes para diminuir a emissão de poluentes e reaproveitar resíduos.

Cultura local

Por último, mas não menos importante, estão o respeito e a valorização da cultura local. O estabelecimento de parcerias com produtores, artesãos e comunidade local completam o suporte da sustentabilidade. Isto é, não há solução única que atenda a todas as necessidades e Carrilho explica que o conceito de espaço mais eficiente e ecológico é aquele que observa o que fazer em função do que já existe. “Uma solução excelente para determinada situação pode ser desastrosa para outra”, conclui.

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