(Por Talita dos Santos de Souza, especial para o E-Investidor) – Em novembro deste ano, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M)  variou 0,02%, após alta de 0,64% no mês anterior. Com este resultado o índice acumula alta de 16,77% no ano e de 17,89% em 12 meses. No mesmo período do ano passado, o índice havia subido 3,28% e acumulava alta de 24,52% em 12 meses. O indicador, divulgado todo mês, tem impacto em diversos setores do mercado.


Saiba o que é o IGP-M, como é calculado, sua influência nos preços e a importância para investidores.

O que é IGP-M?

IGP-M é a sigla usada para o termo “Índice Geral de Preços do Mercado”, que também é conhecido popularmente como “inflação do aluguel”. Independentemente do nome dado, no entanto, esse é um indicador cujo propósito é calcular a movimentação de valores na economia brasileira, tanto da moeda, quanto dos preços.

Sua concepção surgiu em 1940 como uma medição abrangente que deveria incluir diferentes atividades e etapas dos processos produtivos nos principais setores do mercado. São medidos desde matérias-primas agrícolas e industriais até produtos e serviços destinados ao consumidor final. Com toda essa abrangência, o IGP-M passa a indicar, também, a média de inflação no Brasil e se torna relevante tanto para indústria quanto para investidores.

Qual a influência do IGP-M nos preços?

IGP-M serve como referência para reajuste de valores: energia elétrica, telefonia, aluguel, imóveis, entre outros – daí o nome “inflação do aluguel”. Ano a ano, esse valor é utilizado como base para reajustar o custo dos aluguéis, que geralmente têm contratos renovados anualmente.

Serviços como educação e saúde, atualizados com frequência anual, também ajustam seu custo a partir da divulgação do indicador. Se determinado produto ou serviço aumentou ou diminuiu de preço de um mês para outro, certamente houve alta ou baixa do IGP-M no mesmo período. Por isso, ele é considerado um indexador.

Como calcular o IGP-M?

Fundação Getúlio Vargas (FGV) é a instituição responsável por calcular o IGP-M mensalmente e, em instância superior, está o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE). Então, mês a mês, uma porcentagem é apresentada e, em seguida, utilizada como base pelo mercado em tomadas de decisões e reajustes.

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Para calcular o IGP-M, são considerados três fatores com diferentes variações:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M): é aquele que monitora variações do varejo, representa 60% do total do IGP-M, sendo o mais significativo entre os fatores que o influenciam.
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M): influencia em 30% o IGP-M final e demonstra o poder de compra em setores como alimentação e saúde.
  • Índice Nacional de Custo de Construção (INCC-M): como o nome já indica, monitora o custo da construção de habitação. A sua influência percentual no valor do IGP-M é 10%.

O que é IGP-M acumulado?

Quando é feita a média entre os índices divulgados mensalmente durante todo um ano, o resultado final do cálculo é chamado de IGP-M acumulado. Esse, por sua vez, é tomado como ponto de partida para a revisão de preços e serviços.

Para entender como se chega ao valor do IGP-M acumulado, é preciso entender a lógica para definir juros compostos. As porcentagens de cada mês são multiplicadas e vai se acrescentando uma nova multiplicação a cada nova atualização.

Qual é a influência do IGP-M nos investimentos?

De forma simples e direta, o Índice Geral de Preços do Mercado tem influência em todos os investimentos brasileiros, uma vez que leva em consideração as movimentações financeiras do País. É por isso que acompanhar o IGP-M mensalmente é uma atitude necessária para quem quer proteger investimentos dos altos e baixos do mercado.

Em alta, o IGP-M representa uma desvalorização do dinheiro e diminuição do poder de compra. Os preços do que é oferecido no mercado sobem, enquanto os salários e os rendimentos continuam iguais. Portanto, todos os investimentos afetados pela desvalorização da moeda corrente sofrem alterações.

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