O setor da construção civil é uma das principais responsáveis pelo que está acontecendo com o ecossistema. Segundo dados do Conselho Brasileiro de construção Sustentável, o setor consome 20% da água nas cidades, 75% dos recursos naturais e gera 80 milhões de toneladas de resíduos por ano.

Por isso, cada vez mais empresas investem em projetos sustentáveis. De acordo com relatório do Green Building Council Brasil (GBC), o Brasil já é o quarto país no ranking de certificações verdes, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos.

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Quer pegar carona nesta onda? Reunimos abaixo algumas dicas para quem está pensando em construir, comprar um imóvel ou até deixar a casa mais ecológica. “Pensar na sustentabilidade traz benefícios não só para nós, mas para toda a sociedade. No futuro não muito distante, com certeza o planeta agradecerá por disseminarmos essa mentalidade”, afirma a diretora do SPARQ Arquitetura, Brunaliza Almeida Firmino.

Caracteríticas de casa verde

  • Uso de sistemas elétrico e hidráulico que possibilitam a economia e uso racional de água e energia elétrica. Estes sistemas também são feitos para evitar o desperdício.
  • Utilização de madeiras certificadas, ou seja, com origem legal.
  • Instalação de sistema de aquecimento solar.
  • Projeto que privilegia a iluminação natural (do sol) para possibilitar a economia de luz elétrica em lâmpadas.
  • Uso de lâmpadas de LED ao invés de lâmpadas comuns.
  • Projeto de construção que não cause danos ao meio ambiente, sem poluição ou extração irregular de matéria prima.
  • Emprego de sistema de captação de águas da chuva para uso doméstico.
  • Utilização, sempre que possível, de materiais de construção recicláveis e reutilizáveis.
  • Aplicação de processos construtivos que evitem ao máximo o desperdício de materiais de construção e acabamento.
  • Implantação de sistema térmico que vise à diminuição do uso de ar condicionado. Uma das soluções é a implantação do telhado verde, que além de aumentar a área vegetal da casa, diminui o calor interno da residência nos dias quentes de verão.
  • Uso de jardins com plantio, quando possível, de árvores.

Além disso, segundo a profissional, a mudança pode começar nos hábitos diários. “Pequenas atitudes fazem a diferença. Como por exemplo, a separação do lixo orgânico e do reciclado no dia a dia. Assim podemos aproveitar e fazer compostagem com o lixo orgânico, que servirá de adubo para as plantas”, destaca. “Quando for lavar o quintal, banheiro ou outro ambiente que não necessite de água potável, pode utilizar aquela água que guardou no reservatório. Lembramos que este deve ser bem fechado para não servir de criadouro de mosquitos perigosos”, comenta a Brunaliza.

Vale ficar atento também às novidades e ao avanço da tecnologia. Diferente do que muitos imaginam, o mercado já oferece alternativas sustentáveis que cabem no bolso. “No caso das máquinas de ar condicionado, por exemplo, hoje temos equipamentos mais modernos para melhorar a eficiência energética, com menos manutenção e diminuindo impactos ambientais.”

Também a troca de eletrodomésticos e eletrônicos por aqueles que tenham o selo Procel é uma boa alternativa para contribuir com o planeta. “Sistemas de iluminação com sensores, revestimentos a base de materiais reciclados, madeira, metal e cerâmica muitas vezes desperdiçados numa obra podem ser inseridos na decoração de áreas externas. Além disso, janelas com grandes vãos trarão iluminação e ventilação natural, evitando ambientes frios ou abafados”, alerta a arquiteta.