Questões climáticas, como chuvas intensas, frio e um tempo menor de luminosidade durante o dia influenciam no surgimento de mofo na parede, goteiras em lajes e telhados e outros indícios de umidade que, se não forem avaliados corretamente e sanados, podem comprometer a estrutura do imóvel.

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“Nos períodos de chuvas e frio, a tendência de aparecerem focos de mofo é muito maior, principalmente se o ambiente não recebe a luz solar e não tem ventilação adequada”, comenta Wagner Gutierrez, proprietário da Marido de Aluguel ZN. A situação da estrutura do imóvel necessita de avaliação logo nos primeiros sinais de bolor, que podem indicar uma questão mais simples ou algo que demanda preocupação.

“O mofo é o primeiro sinal de que em algum lugar existe infiltração. No primeiro momento ele danifica a pintura, a massa corrida, massa fina e o reboco. Agora, vamos imaginar que este local seja uma viga de sustentação ou uma coluna estrutural. O aço corroído pela umidade fica enfraquecido e prejudicado, podendo entrar em colapso e ruir”, explica o especialista.

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Por mais que a infiltração demande atenção, é possível que um processo simples possa sanar o problema e proteger a estrutura do imóvel contra intempéries. “Em muitos casos falta apenas manutenção periódica, substituição de telhas quebradas, rufos danificados e calhas entupidas. Agora, quando se trata de uma cobertura por laje que apresenta esse tipo de patologia, o ideal é uma impermeabilização completa. Hoje existem vários produtos e soluções, como as mantas líquidas e os aditivos.”

Para evitar grandes obras, o ideal é que a manutenção preventiva seja realizada eventualmente, diminuindo as chances de gastos maiores no futuro. Em alguns casos, a presença de mofo não está relacionada diretamente com infiltrações e sim com a falta de luminosidade ou ventilação. “O ideal seria tratar as paredes e o teto desde o acabamento, como reboco, massa fina, aditivando com produtos impermeabilizantes. A pintura pode ser feita com texturas e tintas impermeabilizantes também”, explica o especialista.

“Além de representar um perigo para a estrutura do patrimônio, o mofo na parede e as goteiras apresentam riscos à saúde, principalmente em pessoas vulneráveis como idosos, bebês, crianças e mulheres grávidas, se manifestando como problemas respiratórios e até mesmo infecções mais graves”, conclui.