IGP-M é a sigla para Índice Geral de Preços do Mercado. Mensalmente, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE-FGV) mapeia e apresenta informações desse indicador. 

Para acompanhar a avaliação do índice, basta acessar o site da instituição, mas, antes, entenda o que é o IGP-M e qual é sua importância na economia.

IGP-M: o que é e qual é sua importância?

O Índice Geral de Preços do Mercado foi criado no fim da década de 1940 e, desde então, mapeia a movimentação de preços em diferentes setores. Serve de base para reajustes tarifários de energia elétrica, planos de saúde, mensalidades escolares e, principalmente, aluguéis de imóveis residenciais e comerciais.

O IGP-M deve ser monitorado tanto por quem atua na indústria quanto por investidores que precisam ficar atentos a não perder ativos em curto, médio e longo prazos.

Só para se ter uma ideia, em fevereiro de 2022 o índice subiu 1,83%, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV) A alta acumulada no ano é de 3,68%. A soja, o milho e o combustível foram os responsáveis pelas maiores variações nos preços nesse mês. Já nos últimos 12 meses, o crescimento do índice foi de 16,12%.

IGP-M acumulado

Há outra versão do índice a ser levada em conta: o Índice Geral de Preços do Mercado acumulado. Este é a média dos últimos 12 meses. Então, se quiser conferir o IGP-M relativo a todo 2021, basta clicar neste link.

Você tem participação em algum fundo imobiliário ou investe no setor adquirindo bens? Então fique atento no IGP-M acumulado, também conhecido como “inflação do aluguel”.

Como o Índice Geral de Preços do Mercado funciona?

O indicador é calculado a partir de outros três índices:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA);
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

O IPA está ligado às variações de produtos agrícolas e industriais no setor atacadista, correspondendo a 60% do IGP-M.

Já o IPC se refere aos preços que afetam os consumidores em saúde, educação e alimentação, sendo equivale a 30% do IGP-M.

Por fim, o INCC diz respeito à variação no preço das construções, envolvendo mão de obra e os gastos que geralmente ocorrem ao construir um imóvel — corresponde a 10% do IGP-M.

IGP-M vs. IPCA: qual é a diferença?

O que varia entre um e outro é o público impactado. Medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1979, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está ligado à variação dos custos para o consumidor final, compreendendo famílias que ganham entre 1 e 40 salários-mínimos.

Assim, o Índice Geral de Preços do Mercado está relacionado, principalmente, a empresas, indústrias e investidores. Como falamos sobre o IPC, apenas 30% do IGP-M dizem respeito à oscilação nos preços praticados para consumidores finais.

Veja como o Índice Geral de Preços do Mercado pode impactar investimentos

Agora, vamos ao que interessa: como o IGP-M pode afetar a sua carteira? Com os preços em alta, o índice sobe, espelhando a desvalorização do real em relação a outras moedas, com impactos sobre os rendimentos dos ativos.

Caso a taxa de juros da moeda americana aumente e o dólar esteja valorizado, produtos importados ficam mais caros. Isso influencia os preços praticados no Brasil e, por consequência, o IGP-M.

Mas o que isso tem a ver com os investimentos? Com a evolução do índice, a correção não ocorre com a mesma rapidez na rentabilidade de sua carteira. Por isso, todo investimento que não esteja protegido em relação à inflação pode sofrer consequências, perdendo rentabilidade.

Além disso, grandes acontecimentos influenciam o Índice Geral de Preços do Mercado, por exemplo eleições, crises humanitárias (como a guerra na Ucrânia) e greves.


Fonte: IBRE-FGV, IBGE, Nova Futura, Ricconect.

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https://einvestidor.estadao.com.br/educacao-financeira/igpm-como-impacta-investimentos/