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Fundo do governo de São Paulo vende primeiros imóveis e levanta R$ 50 mi

O fundo conta com registro na Comissão de Valores Mobiliários e tem a estruturação, administração, custódia e operação sob cuidados da Socopa


Circe Bonatelli, O Estado de S. Paulo

22/07/2020 - 1 minuto de leitura


O fundo é um balaio de imóveis variados há terrenos, vagas de garagens, salas comerciais e residências/ Crédito: Getty Images

O Fundo de Investimentos Imobiliário do Estado de São Paulo – primeiro do País a ter um órgão público como principal e único cotista – está colhendo os seus primeiros frutos. O veículo foi constituído ano passado com o objetivo de vender imóveis do governo paulista, mas que estão subutilizados ou até mesmo abandonados. A carteira do fundo foi composta inicialmente por 264 imóveis, distribuídos em 56 municípios, e com valor estimado de R$ 1 bilhão. Já foram vendidos 14 imóveis, levantando cerca R$ 50 milhões, que voltam aos cofres públicos para serem usados em áreas prioritárias como saúde, educação, segurança pública e habitação.

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Como funciona. O fundo conta com registro na Comissão de Valores Mobiliários e tem a estruturação, administração, custódia e operação sob cuidados da Socopa, que foi a vencedora do pregão para contratação dos serviços especializados. As negociações de compra e venda, portanto, são tratadas com a Socopa, que ficou responsável pelos imóveis. O valor de mercado das unidades é determinado por uma consultoria. O governo, por sua vez, tem representantes do conselho do fundo e participa da validação de cada venda.

Tem de tudo. O fundo é um balaio de imóveis variados: há terrenos (47,7% dos 264 imóveis), vagas de garagens (17,8%), salas comerciais (11,4%), residências (9,1%), além de glebas, galpões e até fazendas. Dar liquidez a esse conjunto não é tarefa fácil. Um terço deles têm ocupação irregular e ainda precisa ser devidamente regularizada, segundo Marcelo Varejão, diretor da Socopa.

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Abrir capital. O regulamento do fundo permite até uma abertura do capital em Bolsa, permitindo a entrada de mais investidores. O dinheiro da emissão serviria para fazer caixa ou antecipar a remuneração do principal cotista – o próprio governo paulista. Isso não está no radar do curto prazo, mas pode ser analisado no futuro, diz Varejão.

Benchmark. Inédito no País, o fundo tem despertado o interesse de outras administrações públicas a adotarem o mesmo modelo para a venda de imóveis. Segundo ele, a corretora já recebeu consultas dos governos de Bahia, Piauí e Maranhão.

Conteúdo originalmente publicado em https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/fundo-do-governo-de-sao-paulo-vende-primeiros-imoveis-e-levanta-r-50-mi/

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