A maior parte dos investimentos vêm passando por uma grande turbulência nos últimos meses, o que inclui os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs). Com todo esse cenário macroeconômico em crise, o setor anda sofrendo muita desvalorização. No entanto, é importante ressaltar que essa é apenas uma fase. Por conta disso, resolvi conversar com Fernando Damasceno, Especialista de Investimentos do Modalmais (MODL11) e o responsável por montar a minha carteira, sobre os FIIs que estão pagando mais de 1% em dividendos e possuem baixa volatilidade.

Segundo Damasceno, a não ser que o investidor esteja precisando muito de dinheiro, agora não é o momento certo para vender cotas de Fundos Imobiliários, ainda mais com a alta desvalorização do setor. Portanto, o ideal seria pensar no longo prazo, esperar o cenário melhorar, as cotas voltarem a valorizar e aí sim pensar numa realização de lucro tanto em dividendos quanto cotas.

Quando a gente pega o mercado com essa tendência de desvalorização, é muito importante entender porque os fundos estão sofrendo tanto e fazer aportes recorrentes. Então, ao falar sobre FIIs que estão pagando mais de 1% em dividendos ao mês, a recorrência da aplicação é essencial. Assim, logo quando a pessoa recebe seus dividendos, ela já pode reaplicar o valor no fundo para melhorar o preço médio da cota de entrada.

Fundos de Investimento Imobiliário de CRIs

Os Fundos Imobiliários que aplicam majoritariamente em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), também conhecidos como fundos de papel, são basicamente os investimentos mais seguros e conservadores desse mercado. Os mesmos tendem a sofrer menos com volatilidade em comparação com os fundos de tijolos e podem ser boas opções para o longo prazo.

Quando as operações de CRIs são feitas, o investidor recebe uma rentabilidade de acordo com determinado indexador, que pode ser o CDI, IPCA, IGP-M e mais, junto com uma taxa pré-fixada. Atualmente, o Tesouro Direto Nacional está dando boas taxas de retorno como, por exemplo, o título IPCA + 5%. Por conta disso, o crédito imobiliário privado precisa ter taxas maiores. Ou seja, eles têm que deixar seus certificados com valores mais atrativos. Portanto, essas operações têm uma média de + 9%. Então, basicamente, isso também afeta os dividendos.

1 – NCH EQI High Yield Recebíveis Imobiliários (EQIN11)

Recentemente, o fundo da NCH Capital, liderado pelo grande gestor James Gulbrandsen, se juntou com o escritório EQI Investimentos. Por isso, o código de operação mudou. Esse é um fundo de papel que tem a carteira 83% atrelado ao IPCA + 7% e o resto é IGP-M + 10%.

Portanto, quando analisamos um  2021 com IPCA projeção de 10%, estamos falando de uma rentabilidade de quase 17%. Além disso, eles tiveram uma oferta pública nos últimos tempos e aumentaram o patrimônio do fundo. Desta forma, o fundo paga em média 1,38% por mês em dividendos, tendo um potencial de captação infinita.

2 – Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11)

Esse é um fundo gerido pela Mauá Investimento, uma das maiores gestoras independentes do País, que tinha até então uma parte de fundos de multimercado e de renda variável. Contudo, em relação aos Fundos de Investimentos Imobiliários, a empresa vem crescendo bastante, performando bem e aumentando o volume de capital.

Até a metade do ano passado, esse era um fundo que tinha a carteira mais atrelada ao CDI, rendendo uma média de 0,8% em dividendos ao mês. Porém, sem mexer no seu perfil de risco, eles conseguiram aumentar a quantidade de proventos. Mesmo com a alta volatilidade do mercado, hoje o MCCI11 paga 1% de dividendos.


Além do mais, esse é um fundo que está presente nas melhores carteiras de Fundos de Fundos (FOF’s) do Brasil. Ou seja, alguns bons gestores de casas conceituadas possuem essa aplicação alocada.

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