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Comprar kitnets para alugar é um bom negócio?

A demanda por este tipo de moradia localizada perto de universidades chega a crescer até 40% no início do ano

Por: Da Redação 29/04/2020 2 minutos de leitura
Nas unidades compactas é possível conseguir uma rentabilidade 3 ou 4 vezes maior do que o aluguel de uma residência tradicional/ Foto: Getty Images

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Os kitnets são apartamentos com um banheiro, uma cozinha e um ambiente interno, que normalmente é utilizado como sala e quarto simultaneamente. Esse tipo de unidade costuma ter entre 15 metro qudrado (m²) e 50 m² e, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), em 2019, 4.372 unidades novas foram anunciadas no mercado e 3.222 delas foram compradas, a maior Venda Sobre Oferta (VSO) do período, 19,2%. Além disso, a demanda por este tipo de moradia localizada perto de universidades chega a crescer até 40% no início do ano, período de volta às aulas.

Unidades residenciais com esse formato costumam ser uma alternativa de aplicação imobiliária para pequenos e médios investidores e apresentam inúmeras vantagens, como mais valorização e maior liquidez. Segundo Paulo Araujo, diretor de Incorporação da Concal, os imóveis compactos oferecem soluções de comodidade e facilidade para a vida cotidiana do morador. “Outro ponto é o valor final do apartamento, pois nós temos, por exemplo, unidades com preço final de R$ 220 mil, o que acaba potencializando a rentabilidade mensal em relação ao capital investido. Acredito que, para esse tipo de projeto, o investidor conseguirá retorno na média de uns 0,7%, 0,8% ao mês. Em algumas épocas do ano, como carnaval e festivais de música, pode superar 1% líquido ao mês”, afirma Araujo.

Ainda de acordo com o profissional, existe também uma demanda de executivos de outras cidades que vão para a capital fluminense para ficar alguns dias e acabam alugando estas habitações por estarem próximas ao centro e com fácil acesso para a zona sul. “É um residencial que explora o movimento da cidade.” A questão da liquidez está diretamente relacionada ao tamanho do imóvel que, em comparação às casas de dois, três ou mais quartos, é mais barato e, consequentemente, é mais fácil e rápido encontrar um inquilino.

Na opinião do diretor da Concal, a demanda para esta tipologia está cada vez maior. “Hoje, com as taxas de juros baixas, o cliente compra o apartamento pagando menos nas parcelas do financiamento do que no aluguel. Além disso, as pessoas estão buscando cada vez mais alternativas de aplicações, uma vez que as mais tradicionais estão entregando baixos retornos. As aplicações em ação demonstram muita exposição ao risco. Nas unidades compactas é possível conseguir uma rentabilidade três ou quatro vezes maior do que o aluguel de uma residência tradicional, que gira hoje em torno de 0,2% a 0,25% do valor do imóvel, e ainda consegue imobilizar o capital na segurança de um bem, não correndo risco de altos e baixos como outros mercados”, aponta.

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