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Paulistanos alugam casa fora da capital para fugir da pandemia

Pessoas vão em busca de qualidade de vida, mas crescimento dos casos da covid-19 no interior afeta os negócios e preocupa operadores do mercado imobiliário


Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

30/06/2020 - 3 minutos de leitura


A advogada Ana Paula Halla trocou São Paulo por Itu, onde alugou casa para fugir da covid-19/ Foto: Epitacio Pessoa/Estadão

Em busca de mais qualidade de vida, a advogada Ana Paula Halla, sócia do escritório Anders Advogados, que morava nos Jardins, em São Paulo, acaba de mudar-se para a cidade de Itu, município a 101 quilômetros da capital. Com o marido, o filho, de 13 anos, e o enteado, de 8, ela optou por um viver em um condomínio fechado de casas, local escolhido depois que a pandemia alterou o ritmo da vida e paralisou a metrópole.

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“Eu mudei mesmo, não é só temporada, não”, disse a advogada ao Estadão na última quarta-feira. Ana Paula é um exemplo de uma migração em busca de chácaras e casas de aluguel, que pode ser um alento para os negócios do mercado imobiliário paralisado pela pandemia do coronavírus. Com as regras de restrição de movimento e aglomeração de pessoas esvaziando hotéis e pousadas para evitar a disseminação da doença, a saída encontrada por paulistanos para fugir do estresse da crise sanitária, que já matou meio milhão no mundo e mais de 57 mil pessoas no País desde março, está sendo a locação de imóveis de lazer por temporada para moradia e isolamento social em família em locais como serra, campo e litoral.

A advogada paulistana contou que a pandemia foi decisiva na mudança da capital para a pacata cidade interiorana que, no passado, foi palco dos casarões dos barões do café e conserva patrimônio histórico relevante na formação paulista. Ana Paula destacou que a troca de cidade foi facilitada também pela oportunidade de trabalhar de casa. “Eu trabalho de casa “, disse ela, ressaltando que  “ir a São Paulo, só quando for realmente necessário”. Ana Paula explicou ainda que um dos fatores adicionais na decisão foi o menor custo de vida no interior. Itu tem cerca de 160 mil habitantes. “A metrópole está muito cara”, argumentou a advogada. “Meus filhos estudavam em boa escola, mas aqui também vão ter excelente escola e com uma ótima redução de custos”, afirmou.

Com a onda da covid-19 se espalhando também para o Interior, que já tem mais de 120 mil casos confirmados (28/06), o clima fora da capital é de apreensão para quem vive do mercado de imóveis. “As pessoas estão procurando casas para manter o isolamento mesmo durante o lazer”, explicou ao Estadão o dirigente do Crecisp em Campinas, José Carlos Sioto, que atende a regional da entidade responsável pelas cidades de turismo de campo e serra, refúgio habitual de paulistanos em finais de semana, feriados e tempos normais de férias. Em locais que aproveitam a economia do turismo, como Serra Negra, Águas de Lindóia, Amparo, ou no litoral, como Riviera de São Lourenço, município de Bertioga, locadores contam que, passados cem dias da crise do coronavírus, o movimento teve aumento, mas ainda está muito abaixo daquele registrado em outros períodos.

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“A gente nota que as pessoas estão buscando alternativas para convivência em família, sem grande aglomeração, ocupando imóveis com mais espaços de lazer, como casas com cozinhas mais amplas”,  disse Sioto. “Nisso, a pandemia tem até um fator positivo, que é a maior convivência das pessoas em família”, argumentou. Ele afirmou que o setor imobiliário e de turismo enfrenta forte paralisação pela crise sanitária, com os serviços de hospedagem fechados, mas acredita que os negócios diretos entre proprietários o clientes podem fixar os turistas na região, ajudando a economia de quem trabalha ou tem negócios na área.

“Hoje, as pessoas até estão circulando pelas cidades, mas sem os restaurantes e os hotéis, elas passam o dia e depois vão embora”, contou Sioto. “É um momento muito difícil para a economia dessas cidades”, afirmou. O corretor disse ainda que o setor de locação está se redesenhando para enfrentar o trauma provocado na queda do movimento. Mas  fez um alerta. Segundo ele, ainda há muito temor dos locadores e locatários com a segurança. “Alugar pela imobiliária, com profissional credenciado, é mais seguro e confortável”, disse o dirigente do Crecisp.

Continue lendo a matéria em https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,paulistanos-alugam-casa-fora-da-capital-para-fugir-da-pandemia-de-coronavirus,70003349298

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