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Modelos de estadia flexível atraem hotéis e viram opção para driblar a crise no setor

Plataformas de hospedagem por temporada fecham parcerias com grandes hotéis pelo Brasil, mas executivos acreditam que tendência é por pouco tempo


Bianca Zanatta, O Estado de S.Paulo

13/07/2021 - 3 minutos de leitura


Público-alvo são trabalhadores que precisam passar longos períodos em determinado local/ Crédito: Getty Images
São Paulo sedia Urban Future:...

03/11/2021 20:00 até 03/11/2021 23:00


O setor hoteleiro foi, sem dúvida, um dos mais afetados pela pandemia. Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) mostrou que, em março, a taxa de ocupação dos empreendimentos hoteleiros no Estado de São Paulo, por exemplo, foi de apenas 19,18% em março.


Para driblar essa crise, algumas empresas optaram por embarcar na onda das plataformas de locação flexível (contratos de aluguel com duração mais curta que o padrão). Uma que acaba de integrar esse nicho em seu marketplace é a Housi, que tem atingido 80% de ocupação média das unidades que disponibiliza em sua plataforma. 

A empresa já fechou parceria com grandes marcas de hotéis pelo Brasil, como Staybridge Suites São Paulo, Blue Home by Blue Tree, Hilton São Paulo Morumbi, Transamérica Resort Comandatuba e Nacional Inn, entre outras. Além de contar com toda a tecnologia da plataforma, eles têm a possibilidade de vender estadias com tempo maior de hospedagem e acessar um público novo, que busca o conceito de moradia por assinatura da Housi.

Com o objetivo de facilitar as escolhas de quem viaja e gerar receita para empreendimentos e proprietários, a startup Migro é outra que aposta no setor hoteleiro. A plataforma disponibiliza em torno de 2 mil unidades, entre apartamentos, casas e vilas, todas localizadas em hotéis, flats, resorts ou condomínios com infraestrutura e serviços hoteleiros.

Segundo o fundador Sergio Assis, a hospedagem por temporada é uma tendência forte, mas a empresa não direcionou toda a estratégia para essa modalidade. “Desenvolvemos soluções em que oferecemos opções para quem deseja se hospedar em hotéis e resorts, mas também temos o modelo de locação por temporada como opção, pois estamos em uma fase de mudança de costumes no modo de se fazer reservas em meios de hospedagem”, ele fala.

Assis acredita, no entanto, que essa atividade será temporária no caso dos hotéis. “Assim que o ritmo de hospedagens voltar ao normal, certamente não haverá tanta disponibilidade para esse modelo de negócio”, prevê. No momento, porém, a ideia acaba sendo uma fonte de renda para o mercado em baixa e ajuda a atender à demanda de um público específico.

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“Em decorrência da pandemia, são muitas as empresas operando em sistema de home office e a (demanda por) locação tem variado por regiões próximas de aeroportos e de vias com acessos fáceis para a locomoção urbana”, diz. “O público é composto por profissionais liberais, como engenheiros, arquitetos e gestores de empresas de pequeno porte, que precisam se locomover para fazer negócios. Há uma procura significativa também pelas cidades do interior, sobretudo aquelas com potencial de negócios.”

Mensalidade

A rede Louvre Hotels Group-Brazil, responsável pela administração e comercialização das marcas Royal Tulip, Golden Tulip, Tulip Inn e Soft Inn no Brasil, criou uma campanha de mensalistas para quem quiser morar em um de seus empreendimentos. O serviço foi implementado em 15 de seus hotéis, distribuídos em sete Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Norte e Alagoas e no Distrito Federal).

“É uma estratégia que já era adotada pela rede há bastante tempo, mas que reforçamos durante a pandemia com pacotes mais atrativos”, explica o diretor de marketing e vendas no Brasil, Sandro Fonseca. Ele diz ainda que esse formato de campanha foi implantado para os hotéis participantes por aqui, mas que na França existe até uma nova bandeira que foi criada exclusivamente para atrair estadas de longa duração.

“O foco principal são trabalhadores que precisam passar longos períodos em determinado local, mas a proposta atende a qualquer cliente que tenha essa necessidade ou que enxergue na tarifa mensal uma oportunidade interessante para o seu momento de vida”, diz. Outras vantagens, segundo ele, estão na ausência de burocracias e em facilidades como limpeza diária, serviço de quarto e área de lazer. As mensalidades (sem as tarifas) podem variar de R$ 1,5 mil a aproximadamente R$ 5,7 mil, dependendo da localização.

Leia a matéria completa em https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-imobiliario/modelos-de-estadia-flexivel-atraem-hoteis-e-viram-opcao-para-driblar-a-crise-no-setor/

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