Dos três apartamentos mais baratos lançados em São Paulo no ano passado, dois são obra de empresas premiadas com o Top Imobiliário nesta edição. Com incorporação, venda e construção da Econ, o Next Garden, no Morumbi, com um dormitório, sem vaga e área de 24 m², tem o menor preço, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Foi lançado em maio de 2020 por R$ 128,8 mil em média, R$ 5.366 por m². Serão 239 unidades.


Em segundo lugar vem o Vivaz Estação Guaianases, lançado em outubro passado, também com um dormitório, sem vaga e 25 m², com preço de R$ 140 mil – em média, R$ 5,6 mil por m². A terceira posição é do Residencial Alto de Guainás, com dois dormitórios e 43 m² por R$ 149 mil – R$ 3,46 mil por m² -, com construção e incorporação da Quartzo Engenharia.

Maioria

O preço de R$ 240 mil separa em dois o mercado de imóveis novos em São Paulo. A maioria (52%) dos edifícios lançados no ano passado oferecia apartamentos que custavam até R$ 240 mil, segundo os dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). 

Foram 31,4 mil unidades residenciais dentro do limite de preços do programa de habitação popular do governo federal. A outra parcela, de 28,6 mil imóveis, atendeu a todos os outros segmentos do mercado. Desde o médio padrão, passando pelo alto e altíssimo padrão até o superluxo, destinado ao topo da pirâmide social.

Em alta

Desde 2016, quando respondeu por 18% do total de lançamentos, as moradias populares não param de crescer. Para segmentar os chamados imóveis econômicos, o Secovi utilizou como referência o teto de preços do programa Casa Verde e Amarela (CVA), que substituiu o extinto Minha Casa, Minha Vida(MCMV), elegendo como limite a faixa de R$ 7 mil por metro quadrado – até o ano passado, segundo a entidade, esse valor era de R$ 5,5 mil.

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Em sua pesquisa mensal, o Secovi apontou como o maior destaque as unidades econômicas. Em abril (últimos dados disponíveis), foram 2.620 do total de 4.083 imóveis novos vendidos, uma participação de 64%. Os lançamentos somaram 4.760 apartamentos, com uma fatia de 73% (3.475 unidades) enquadradas no CVA.

Concentrada

Para o vice-presidente do Secovi, Emilio Kallas, esse tipo de empreendimento “foi fundamental para o setor superar as dificuldades impostas pela pandemia”. Em nota, Kallas afirmou: “Unidades de 2 dormitórios, com área útil entre 30 m² e 45 m² e preços de até R$ 240 mil, mantiveram a liderança já observada anteriormente”.

No Anuário do Secovi, o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci, destacou a importância do programa Casa Verde e Amarela (CVA), que, no ano passado, respondeu por metade das unidades na cidade de São Paulo. No restante do País, o setor, segundo ele, depende em mais de 75% deste programa de habitação popular. 

“Estudos sobre o crescimento de domicílios, atualizado em 2020, mostram que o mercado tem demanda firme para os próximos 10 anos, mesmo que se mantenha fortemente concentrada nas mais baixas rendas”, escreveu Petrucci. O déficit habitacional no Estado de São Paulo supera 1,2 milhão de moradias, incluindo as 591 mil referentes à capital e região metropolitana.

Conteúdo originalmente publicado em https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,top-imobiliario-2021-maioria-dos-imoveis-lancados-em-2020-custou-ate-r-240-mil,70003756759