Sumário

    Os prédios corporativos ainda têm um longo caminho a trilhar até se recuperarem totalmente dos efeitos da pandemia, que levou muitos trabalhadores para o home office e fez empresas reduzirem a área total dos seus escritórios. Se a recuperação se mantiver firme, a ocupação desses imóveis levará cerca de três anos para atingir os mesmos níveis vistos antes da chegada do covid na cidade de São Paulo. A estimativa foi feita pela gestora Mérito Investimentos, a partir de números de mercado levantados pela consultoria Buildings.

    A taxa de vacância desses edifícios hoje está em 20,9%, um dos patamares mais altos já registrados pelo setor. Até o começo de 2020, esse indicador era de 15,1%. Segundo a Buildings, há crescimento no volume de locações desses imóveis. A absorção líquida (saldo entre áreas alugadas e devolvidas) foi positiva em 47 mil m² no segundo trimestre e 38,5 mil m² no primeiro trimestre. Já ao longo de 2020 e 2021, os números ficaram no campo negativo.

    Eixos da Faria Lima, Vila Olímpia e Av. Paulista estão com ocupação em alta

    Para retomar o nível de vacância do pré-pandemia, a Mérito projetou a absorção líquida média de 72 mil m² por trimestre até 2025. A projeção leva em conta o mesmo ritmo de locações vista no mercado paulistano entre 2017 e 2019. Portanto, um dado factível. Se isso vai acontecer, de fato, dependerá do ritmo de crescimento da economia como um todo, pois é isso que faz as empresas decidirem ampliar seus escritórios.


    Na avaliação do fundador e presidente da Mérito, Alexandre Despontin, uma vacância de 15% ainda não será suficiente para provocar a valorização dos aluguéis. A subida dos preços só acontece quando a desocupação gira entre 10% a 12% da área, o que configura demanda maior que a oferta (situação mais vantajosa para o proprietário do imóvel). A exceção está nas regiões mais procuradas por empresas, como eixos da Faria Lima, Vila Olímpia e Av. Paulista, nos quais a vacância tem caído consideravelmente.

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