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Lançamentos caem, mas vendas de novos imóveis sobem 32,6% em 2023

Indicador ABRAINC-FIPE mostra que mais de 163 mil unidades foram comercializadas no País

Por:Breno Damascena 13/03/2024 2 minutos de leitura
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Movimento é impulsionado por mudanças realizadas no Minha Casa, Minha Vida/ Crédito: Pedro/AdobeStock

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O número de novos imóveis vendidos registrou um aumento de 32,6% em 2023, com 163.108 unidades transacionadas durante o ano. O valor representa um recorde na série histórica apurada pelo Índice ABRAINC-FIPE desde 2014 e é impulsionado por resultados positivos nas vendas de imóveis novos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) e aqueles de Médio e Alto Padrão (MAP).

Estimulado pelas mudanças realizadas no MCMV em meados de 2023, como o aumento de subsídio e no teto de valores dos imóveis, o segmento econômico apresentou um crescimento de 16,7% no volume de unidades lançadas (93.273 unidades) e de 39,3% (R$ 21,3 bilhões) no valor lançado. 

Ao mesmo tempo, o número de imóveis vendidos no segmento saltou 42,2% (117.434 unidades), acompanhado pelo aumento de 55,1% no valor das vendas (R$ 26 bilhões).

Fonte: ABRAINC-FIPE

O volume de vendas no mercado de médio e alto padrão acompanhou o cenário econômico. O volume de vendas cresceu 14% (42.997 unidades), assim como o valor das vendas, que teve aumento de 18,9% (R$ 21,1 bilhões). Por outro lado, no entanto, os lançamentos no mercado de médio e alto padrão registraram uma queda significativa. 

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O número de imóveis novos lançados neste segmento caiu 38% (24.527 unidades), acompanhado pela queda de 9,2% no valor lançado (R$ 16,7 bilhões).

“A diminuição dos lançamentos é uma decisão estratégica das empresas. Elas têm capacidade financeira para realizá-los, mas precisam fazer isso no momento certo, com o preço adequado e de acordo com a necessidade”, argumenta Luiz França, Presidente da ABRAINC. 

Fonte: ABRAINC-FIPE

Perspectivas para 2024

De acordo com o estudo da ABRAINC, atualmente, o estoque de imóveis qualificados como médio e alto padrão tem capacidade de durar 18 meses no ritmo atual de produção e venda. Já os imóveis do MCMV tem capacidade para durar 12 meses, segundo o índice. Para efeitos de comparação, o estoque dos EUA em 2023 era de 8,3 meses e a média histórica do índice é de cinco meses. 

Luiz França aponta que o ambiente é positivo para o setor imobiliário em 2024. Ele antecipa que a perspectiva de queda de juros deve estimular a entrada de novos consumidores, além de destacar o papel do MCMV nesta tendência. “O FGTS futuro é um dos fatores que vai fazer com que mais pessoas entrem no mercado”, analisa. 

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