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FIIs: fundos de shoppings aguardam fim da alta dos juros; Veja recomendações

Movimento nos centros comerciais tem aumentado, incentivado também pela melhora nos números de desemprego

Por: Luíza Lanza, O Estado de S.Paulo 10/08/2022 2 minutos de leitura
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O momento ruim dos FIIs pode ser uma oportunidade para investir pagando menos e estar posicionado nos ativos que devem se beneficiar do fim do ciclo de aperto monetário/ Crédito: Getty Images

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A expectativa por um encerramento do ciclo de alta nos juros da economia pode mudar o jogo para os fundos de investimento imobiliários (FIIs). Uma das categorias que pode se recuperar dos últimos difíceis meses é o de fundos de shoppings. Desde o início da vacinação contra a Covid-19, o movimento nos centros comerciais tem aumentado, incentivado também pela melhora nos números de desemprego.

“Os indicadores operacionais estão crescendo mês a mês e superando 2019 – uma base de comparação forte, já que estamos excluindo o período da pandemia”, destaca Wellington Lourenço, analista da Ágora Investimentos. Entre os fundos de shoppings, o analista destaca o Vinci Shopping Centers (VISC11), pela diversificação e quantidade de ativos.

Já Felipe Paletta, sócio e analista da Monett, coloca o Hedge Brasil Shopping (HGBS11) como uma boa opção. “É um dos fundos mais longevos da indústria, com uma diversificação interessante ao mesmo tempo que tem uma alocação estratégica em São Paulo. É bem provável que recupere os níveis pré-pandemia, o que significaria uma valorização acima de 30%”, destaca.

Os fundos de investimento imobiliários estão desvalorizados. Depois de apanharem durante a trajetória de alta na taxa de juros nos últimos meses, é possível encontrar FIIs negociando bem abaixo de seu valor patrimonial. Além de operarem alavancados nas taxas de juros futuros, os principais investidores de FIIs são as pessoas físicas, que, em momentos de alta da Selic, tendem a voltar os portfólios para os investimentos em renda fixa. Mas o jogo está prestes a virar.

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“Considerando que o Copom decidiu pela elevação da taxa de juros nas 12 últimas reuniões, o impacto negativo no preço das cotas dos FIIs foi ressaltado. Mas, com a perspectiva de fim do ciclo, espera-se o efeito de estabilização e, posteriormente, recuperação”, explica Mucio Mattos, sócio e head de crédito da Vectis Gestão.

Com a Selic cada vez mais próxima de seu possível patamar terminal, o momento ruim dos FIIs virou uma oportunidade de investir pagando menos, para estar posicionado nos ativos que devem se beneficiar do fim do ciclo de aperto monetário.

Fabio Carvalho, sócio da Alianza Investimentos Imobiliários, destaca que alguns fundos estão mais depreciados do que na época do início da pandemia da covid-19. Mas com uma diferença fundamental – e positiva – para quem quer investir nesses ativos. “Na pandemia, estavam barato porque havia dificuldades operacionais sérias. Agora, estão baratos por questões macroeconômicas de taxa de juros e incerteza com a eleição presidencial, mas os ativos estão melhorando sua operação”, diz.

Esse texto foi publicado anteriormente em:
https://einvestidor.estadao.com.br/investimentos/fiis-recomendacoes-juros/

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