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Cresce participação de imóveis de alto padrão na demanda de São Paulo

Preço médio por metro quadrado dos casas mais caras, cresceu 6,23%; valorização foi semelhante nos apartamentos populares, chegando a 6,25%


Rafael Moura

01/10/2021 - 2 minutos de leitura


Legenda: Os domicílios mais disputados na cidade, são os que oferecem mais opções de lazer, vista e espaços amplos/ Crédito: Divulgação
São Paulo sedia Urban Future:...

03/11/2021 20:00 até 03/11/2021 23:00


O setor imobiliário se manteve aquecido no último ano, apesar dos impactos econômicos da pandemia, segundo dados obtidos pelo DataZAP+. Para entender melhor a movimentação do mercado na cidade de São Paulo, a área de inteligência da empresa realizou um estudo sobre demanda e valorização do metro quadrado entre apartamentos de requintados  e populares, de junho de 2020 a junho de 2021. Em relação à demanda, a pesquisa indicou que houve aumento na participação dos apartamentos de luxo de 3,21%, enquanto para os econômicos, o aumento foi de 2,07%.


O levantamento também demonstrou que o preço do metro quadrado ficou mais caro para os dois segmentos. A variação foi de 6,23% nos imóveis mais sofisticados, chegando ao valor de R$13.607,12, enquanto para os apartamentos populares, a variação foi de 6,25% e o preço médio chegou a R$4.687,50.

Apartamento com pé direito duplo em São Paulo/Crédito: Divulgação

Segundo Edivaldo Constantino, economista da Data ZAP, a Selic em um dígito, as taxas de juros imobiliários em patamares baixos e o aumento do volume de crédito serviram de alavanca para o aquecimento do mercado imobiliário. “Para quem pode pagar, as restrições de contato social e de viagens incentivaram a procura por moradias mais sofisticadas”, diz. Para essa pesquisa, o DataZAP+ classificou como “imóveis de luxo” aqueles acima de dois milhões de reais, enquanto os considerados populares estão na categoria de apartamentos de dois ou três dormitórios com valor de até 240 mil reais.

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Felipe Kauffmann, gestor do Grupo Kauffmann — imobiliária e construtora de empreendimentos comerciais e residenciais — confirma como a alta de preços foi reflexo do crescimento de buscas por residências de alto padrão em São Paulo. “Vimos um aumento muito forte, tanto em vendas quanto em aluguéis e lançamentos. O mercado como um todo foi muito aquecido.” Para o profissional, a restrição mais crítica revalorizou o bem estar doméstico. “A pandemia fez as pessoas pararem para pensar mais na qualidade de vida, além dos imóveis serem também um investimento”, explica.

Apesar do crescimento da procura por residenciais de luxo, a demanda pelos populares é maior.
O levantamento mostra que residências desse tipo correspondem a 8,99% das buscas neste ano, enquanto os de alto padrão representam 5,54%. “O público que está procurando imóveis que ofereçam mais conforto e beleza é um grupo específico, visto que grande parte da população brasileira não possui renda suficiente para adquirir esse tipo de moradia”, explica Constantino.

A imobiliária Kauffmann, que atua em São Paulo há mais de sete décadas, informa que seus clientes buscam apartamentos que ofereçam maior espaço e conforto. “A demanda foi muito forte por coberturas, apartamentos mais amplos, com varanda, vista ampla, jardim… lazer dentro de casa”, conta Felipe.

O aumento do dólar e das commodities, como o minério de ferro — que encareceu os custos das construções de novos empreendimentos — somado à alta procura por regiões mais desejadas, encareceu o metro quadrado em bairros como o Itaim Bibi, a Vila Nova Conceição, os Jardins, o Jardim Europa, Jardim América e Morumbi.

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