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Alberto Mattos de Souza, sócio do PMMF Advogados, especializado em Negociações Estratégicas e Direito Imobiliário, explica de forma sucinta que a locação de imóveis pequenos e próximos ao sistema de transporte público proporciona, historicamente, uma rentabilidade entre 0,4% a 0,7% ao mês, ou seja, cerca de 4,91% e 7,44% ao ano, respectivamente. Vale observar que este cálculo de rentabilidade leva em consideração o valor do aluguel versus o valor do ativo (estimado).


“Para sabermos se é um bom investimento, precisamos compará-lo a um benchmark, ou seja, uma referência. No caso, o benchmark mais utilizado para esta situação é a aplicação em renda fixa atrelada à taxa Selic. Atualmente, a tarifa está em 2% ao ano, ou seja, 0,17% ao mês – lembrando que os investimentos atrelados a ela terão rendimento muito similar”, esclarece Souza. “Sob esta ótica, a locação pode ser considerada um bom investimento.”

Somente kitnet ou vale outra tipologia?

A moradia para estudantes é um negócio interessante, independentemente de ser uma kitnet. “Não é só esse tipo de unidade compacta. É um apartamento adaptado especialmente para atender o jovem universitário. São unidades com uma ou duas camas, escrivaninha e armários. Oferece biblioteca próxima, espaços para leitura e debate, bicicletário, academia, área para prática de esportes e rooftop para momentos de descontração e lazer. Serviços de concierge também atendem às necessidades dos estudantes. Inclusive, algumas operadoras fornecem relatórios sobre o dia a dia dos alunos para os pais”, explica Cássia Castro, sócia da Eixo Inteligência Imobiliária.

Uma das principais vantagens apontadas por Cássia é a facilidade de locar o modelo de imóvel, que conta com uma vacância muito baixa quando comparado com outros fins. “Esses prédios não têm vacância. Geralmente, estão 95% ocupados. Eles agregam valor, por isso, o preço da locação é mais alto. Assim, podemos afirmar que a rentabilidade é maior que a dos prédios com apartamentos compactos”, comenta a especialista.

Pandemia

Uma preocupação atual de quem desconfia deste tipo de investimento para estudantes está na mudança do atual cenário global, devido à pandemia do novo coronavírus, que ampliou o modelo de ensino à distância (EAD). “O número de faculdades cresceu bastante nos últimos anos. Mesmo com o avanço da EAD na pandemia, a perspectiva do mercado é que este formato se adapte ao sistema híbrido de educação”, esclarece a sócia da Eixo Inteligência Imobiliária.