O investimento imobiliário é sempre uma opção interessante, já que o mercado está em constante movimento e a caminho da valorização. Porém, para se fazer um bom negócio, é necessário se atentar principalmente às cidades que apresentam expectativa de crescimento.

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“Antes da pandemia, acompanhamos alta na procura por imóveis compactos localizados em regiões centrais. Essa tipologia de apartamento ganhou força nos últimos anos, principalmente entre os mais jovens, que buscam moradia, uma boa localização perto do emprego, metrô, centros culturais, entre outros equipamentos”, explica Sergio Castelani, economista-chefe do DataZAP, fonte de inteligência imobiliária do Brasil.

Esses apartamentos estavam entre 20 e 30 metros quadrados (m²). “Quem investiu nestes imóveis, seja incorporadora, pessoa física ou imobiliária, se deu bem. Esse segmento, nos últimos, não sentiu efeitos de crises anteriores. As opções após a compra, como alugar ou revender, rendiam lucro, já que havia crescimento dos preços”, afirma o Sergio.

Ele ainda ressalta que agora, com o coronavírus, há outra perspectiva. “Como a família tem ficado mais em casa por causa da quarentena, ela está dando mais valor ao espaço interno do imóvel. Portanto, na crise atual, a tendência é por imóveis maiores. Locais com mais privacidade devem ganhar valor e isso não apenas na região central, já que o home office será cada vez mais comum. Empreendimentos afastados do centro podem ganhar espaço e, consequentemente, mais valor.”

Segundo o economista-chefe, na hora de investir é preciso estar atento à demanda. Além disso, a qualidade de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) devem ser levados em consideração. Por meio dos indicadores é possível verificar relatórios sobre a demografia de todas as regiões e analisar detalhes geográfico, imobiliários, populacionais e econômicos. O IDHM apresenta ainda uma média com base na longevidade, educação e renda do município brasileiro analisado, que recebe nota de 0 até 1.

E para quem procura investir em imóveis, é importante também ficar de olho no déficit habitacional, que é o percentual de habitantes que não têm residência na cidade ou que a casa não está em condições adequadas. Essas pessoas são potenciais locatárias de um imóvel. Com base nesses fatores, chegamos às melhores cidades para investir em imóveis no Brasil. Confira:

Ribeirão Preto, São Paulo

A cidade do interior de São Paulo tem um IDHM considerado alto, de 0,800. A sua população é de cerca de 600 mil habitantes e o déficit habitacional é de 31,81%, tornando-se em uma potência para investimentos no setor.

Natal, Rio Grande do Norte

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Com uma população superior a 800 mil habitantes, a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, tem um déficit habitacional de 34,18% e um IDHM de 0,763, constituindo-se uma opção interessante entre os municípios brasileiros.

Osasco, São Paulo

Com um IDHM de 0,776, a cidade de Osasco tem 33,82% de déficit habitacional e uma população de quase 700 mil habitantes. Diante dos dados, o distrito apresenta-se como alternativa rentável para investidores imobiliários.

Santo André, São Paulo

A cidade de Santo André é mais uma região que oferece lucratividade para investimento em imóveis. Com 676 mil habitantes e um IDHM de 0,815, a região tem um déficit habitacional de 29,71%.

Campo Grande, Mato Grosso do Sul

São quase 800 mil habitantes em Campo Grande, cidade com um grande potencial de investimento em imóveis. O déficit habitacional está em 28,24%, em um local com IDHM de 0,784.

São Bernardo do Campo, São Paulo

0,805 é a nota do IDHM de São Bernardo do Campo. A população da cidade é de 765 mil habitantes e o seu déficit habitacional é de 27,83%.