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Após concluir recuperação judicial, Viver terá novo dono

Entre os sócios da gestora estão Rafael Reali Esposito (ex Duomo e Laplace), Carolina Miguez (ex Dulac Müller Advogados) e Fabricio Ritter (K&K Partners)

Por: Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo 10/05/2022 1 minuto de leitura
Na imagem vemos um martelo de juiz de tribunal um cofrinho e papeis com gráficos de investimentos
Com o dinheiro injetado na Viver, a expectativa é dar vazão aos projetos da empresa /Crédito: Getty Images

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Após concluir a sua recuperação judicial no ano passado, a incorporadora Viver está prestes a trocar de dono. A BPS Capital deve se tornar, em breve, a principal acionista da companhia, assumindo o lugar que nos últimos anos foi ocupado pela Jive.

A Viver fará uma emissão de debêntures conversíveis em ações, no valor de R$ 150 milhões, com o compromisso firme de subscrição por parte da BPS. Ao fim do processo, a BPS deve ficar com uma fatia de 47,7% da incorporadora, levando à diluição dos demais acionistas.

A Jive detém 25,7% do capital e deve cair para menos da metade no fim do processo.

Após recuperação judicial e com injeção de recurso, expectativa é dar vazão aos projetos da Viver

A BPS Capital atua em um ramo chamado de special situation, isto é, ativos que geralmente têm algum tipo de dificuldade, mas podem ser ajeitados, gerando lucro. Entram aí participações societárias, títulos de dívida, ativos judiciais, imobiliários e direitos creditórios.

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Entre os sócios da gestora estão Rafael Reali Esposito (ex Duomo e Laplace), Carolina Miguez (ex Dulac Müller Advogados) e Fabricio Ritter (K&K Partners).

Com o dinheiro injetado na Viver, a expectativa é dar vazão aos projetos da empresa. A própria companhia tem um braço de negócios destinado à aquisição de ativos imobiliários estressados, como obras paradas por falta de recursos.

Já a Jive segue com o seu movimento de saída gradual. Assumiu a Viver em um momento mais complicado e contribuiu para arrumar a casa. Na sequência, vendeu ações em Bolsa aproveitando a alta após o anúncio do fim da recuperação judicial, meses atrás.

Agora, vai esperar a empresa se valorizar mais um pouquinho antes de liquidar sua posição. Não há pressa.

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Esta nota foi originalmente publicada em:
https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/-viver-tera-novo-dono/ 

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