“Lugar por onde se passa”. Era assim que os indígenas se referiam à região do bairro da Lapa lá nos idos do século 16, uma sesmaria dos jesuítas junto ao Rio Emboaçava, hoje chamado de Pinheiros. Há duas versões sobre a origem do nome do bairro: a de um português que carregava uma imagem de Nossa Senhora e construiu uma gruta para a santa, e a da missa anual celebrada pelos jesuítas em homenagem a Nossa Senhora da Lapa.

No século 18, a propriedade mais conhecida era a Fazendinha da Lapa. Por causa dos ataques de indígenas aos colonos do Sítio do Emboaçava, o padre José de Anchieta ordenou a construção de um forte no local. Como a região era alagadiça e acidentada, os religiosos decidiram trocá-la pouco tempo depois por outra propriedade em Cubatão, para onde levaram a santa. Nessa época, o lugar possuía apenas cinco casas e 30 habitantes.

No final do século seguinte, o das imigrações, chegaram à Lapa famílias do norte da Itália, que se dedicavam ao plantio de frutas e verduras e, em seguida, italianos da região de Veneza, portugueses, espanhóis, franceses, entre outros. Até hoje a maior influência no bairro é a italiana.

Preço

Segundo a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), comprar um imóvel usado na Lapa custa em média R$ 4.500 o m².

Mobilidade

A Lapa oferece fácil deslocamento para outras regiões urbanas, já que é atendida pelas linhas de trem 7-Rubi e 8-Diamante. A região conta ainda com um terminal de ônibus por onde passam 30 linhas, transportando em média 60 mil pessoas por dia, segundo estimativa da SPTrans.

Educação

Os colégios Adventista, Santo Ivo, Escola Saga, Módulo, Campos Salles, Pré-Médico, entre outros, fazem parte da rede de ensino particular que atende a Lapa. Pelo ensino público a população pode contar com a Escola Estadual Pereira Barreto, a E.E. Prof. Reynaldo Porchat, E.E. José Monteiro Boanova e E.E. Guilherme Kuhlmann. Tem também as Escolas Municipais de Educação Infantil Prof. Neyde Guzzi De Chiacchio, Jean Piaget e Dona Leopoldina, além das instituições de ensino profissionalizante Senac Lapa Tito, Lapa Scipião e Lapa Faustolo.

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Saúde

O bairro é atendido pelo Hospital Albert Sabin e pelo Hospital Metropolitano. Pela rede pública, a população conta com o Pronto Socorro Municipal Lapa – Prof. João Catarin Mezomo, Assistência Médica Ambulatorial Sorocabana, Ambulatório Médico de Especialidades do Idoso Oeste, Hospital Dia da Rede Hora Certa – Lapa e a Unidade Básica de Saúde Vila Ipojuca.

Lazer

O Tendal da Lapa é um conjunto arquitetônico que oferece à população apresentações teatrais, oficinas, danças, esportes e músicas gratuitas. O bairro também abriga o Teatro Cacilda Becker. O Centro Educacional Esportivo Edson Arantes do Nascimento, conhecido como “Pelezão”, conta com aulas de diversas modalidades, quadras poliesportivas, piscinas, campo de futebol, playgrounds e quadras de areia.

A história da região pode ser contada pela história da Igreja Nossa Senhora da Lapa, já que o bairro nasceu e começou a crescer a partir dali. Também a Paróquia São João Maria Vianney, que fica na praça Cornélia, foi erguida há mais de oito décadas e preserva ainda hoje seu estilo barroco.

O bairro tem o segundo shopping mais antigo da cidade. O Shopping Center Lapa foi inaugurado em 1968 e oferece mais de 100 lojas. E para quem gosta de agitação, a opção é a The Week, uma balada focada no público LGBTQ+.

Gastronomia

O Mercadão da Lapa é uma atração gastronômica onde é possível encontrar queijos, vinhos, frutas, especiarias, carnes e produtos sofisticados para culinária. Com uma área construída de 4.840m², foi inaugurado no dia 24 de agosto de 1954. Hoje, o mercado da Lapa está mais estruturado e moderno, e conta com 96 lojas.

O buffet de café da manhã da padaria Dona Deôla também é destaque do bairro. Para quem gosta de pizza, a Vituccio Pizzaria oferece cardápio de 40 sabores variados e está no mesmo local desde 1982. Já o restaurante Dona Felicidade serve bacalhau, galetos e o melhor da culinária portuguesa.

Quem vai ao Teatro Cacilda não pode deixar de visitar o bar em frente, que leva o mesmo nome, e provar os petiscos “pé-sujo” do Valadares (tremoço, testículo de boi à dorê, jiló, cebolinha na conserva, etc).