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Jaguaré: de vocação industrial a novo foco de crescimento urbano

Em 1935, o território foi dividido em residencial, comercial e industrial e foi impulsionado pela construção da ponte do Jaguaré


Da Redação

16/09/2020 - 4 minutos de leitura


A construção da ponte do Jaguaré incentivou a ocupação do bairro/ Foto: Getty Images

O nome “Jaguaré” se deve ao ribeirão homônimo, que nascia em Osasco e cortava a região até desembocar no rio Pinheiros. Situado na zona oeste do município de São Paulo, o bairro possui uma área de aproximadamente 6,6 quilômetros quadrados (km²) e população de 45 mil habitantes – um perfil majoritariamente de classe média. O bairro faz fronteira com os distritos paulistanos de Vila Leopoldina, Alto de Pinheiros, Butantã e Rio Pequeno, e com a zona centro-sul do município de Osasco.

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Jaguaré começou a tomar a forma que conhecemos hoje em 1935, quando o engenheiro Henrique Dumont Villares, sobrinho e afilhado de Santos Dumont, apresentou seu projeto. Então dono da Sociedade Imobiliária Jaguaré, Villares dividiu a região em áreas residenciais, comerciais e industriais, e incentivou sua ocupação, consolidada após a construção da ponte do Jaguaré sobre o rio Pinheiros, obra concluída em 1947 – trata-se da ponte antiga; a nova ponte foi inaugurada em outubro de 1974.

Durante as décadas seguintes, acompanhou o boom industrial paulistano e atraiu centenas de fábricas para dentro de seu território. E se entre os anos 50 e 70 a industrialização fez crescer, o arrefecimento econômico da década de 1980 afetou profundamente a região: as empresas se foram e, com elas, parte do valor de mercado dos imóveis. Contudo, ao longo dos últimos 30 anos, o Jaguaré novamente surfou no período de estabilidade política e econômica do País: emergiram novos galpões e cresceu bastante a atração dos investimentos do setor imobiliário.

As vilas de perfil fabril, compostas predominantemente por casas térreas e sobrados, estão sendo substituídas por prédios e condomínios. A verticalização e o adensamento populacional resultam também da melhor infraestrutura urbana do bairro e do bom nível de qualidade de vide – seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é equivalente ao de países europeus como Polônia e Malta.

Preço

De acordo com a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), o preço médio por metro quadrado (m²) de uma casa no bairro do Jaguaré é de R$ 3.469,55 e de um apartamento é de R$ 3.629,03. Já no aluguel, casas com um dormitório têm o valor médio de R$ 711,43. Com dois, R$ 1.326,74 e com três dormitórios, R$ 2.581,25.

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Mobilidade

O fornecimento de transporte público no Jaguaré é composto de linhas de ônibus, administradas pela SPTrans, e pelo trem, pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com a Estação Villa Lobos-Jaguaré, que serve a linha 9-Esmeralda. Além disso, o acesso à região é facilitado pela Rodovia Raposo Tavares e pela avenida Escola Politécnica. 

Educação

O bairro acomoda diversas opções de ensino, como a Escola Quintal Mágico, o Colégio Objetivo, a Escola Estadual Professor João Cruz Costa e também a escola bilíngue Maple Bear Jaguaré. E ainda, claro, é vizinho à Cidade Universitária da USP.

Saúde


O Jaguaré conta com uma robusta rede hospitalar dentro ou nos arredores do bairro. O Hospital SBC, o Hospital Municipal e Maternidade Professor Mario Degni, o Hospital Metropolitano, o Hospital Next Butantã e o Hospital Vital Brasil, bem como a Clínica Soccol Oftalmologia, a Vitrali Consultórios (especializado em odontologia) e a Ortofisio atendem a seus moradores

Lazer

O bairro é muito próximo ao Ceagesp, um dos maiores centros atacadistas de alimentos da cidade, onde cerca de 50 mil pessoas circulam diariamente. São mais de 20 mil m² de feira livre comercializando diversos produtos agrícolas e até mesmo artesanatos. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento é das 7h às 20h de segunda à quinta-feira, sexta-feira das 17h às 22h e durante os fins de semana, das 7h às 13h. No mesmo local acontece também a feira de plantas e flores, com exposição de diversas espécies. O funcionamento é de terça e sexta, sempre das 0h às 9h30, ou de segunda e quinta, das 2h às 14h.

Outra opção que agrada adultos e crianças é o Parque Villa-Lobos. Ele tem área verde de 732 mil m², com brinquedos, biblioteca e oficinas para receber a família toda – incluindo animais de estimação. A Cidade Universitária também oferece praças arborizadas e opções culturais e de esportes, além das aulas e cursos especiais oferecidos pelas faculdades ali presentes. Ainda no distrito localizam-se o Mirante do Jaguaré, tombado pelo poder público municipal, e o Museu da Tecnologia de São Paulo, próximo à Cidade Universitária.

A região conta também com o Teatro UMC, com programações variadas para crianças e adultos, e o Galpão VB, que abriga as obras do Festival de Arte Contemporânea, cursos, palestras e oficinas.

Gastronomia

A lista de restaurante e bares apresenta os pratos típicos brasileiros do Bar e Restaurante Sabor da Terra (Praça Bento de Assis, 21), o cardápio de porções e petiscos do Kamarote Bar & Restaurante (Avenida Corifeu de Azevedo Marques, 5172) e o menu de lanches da Lanchonete Nova Ceasa (Avenida Jaguaré, 617).

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