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Brokers imobiliários: profissão da moda ou realidade que veio para ficar?

A pandemia se foi, as águas se acalmaram e o mercado imobiliário sofreu uma reacomodação

Por:André Duek 24/03/2024 3 minutos de leitura
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"Voar alto não é apenas uma opção, é uma busca constante"/ Crédito: motortion/AdobeStock

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A pandemia causou grandes impactos na profissão de corretor e broker imobiliário tanto no Brasil quanto na Flórida, nos Estados Unidos, mercado onde atuo há mais de 10 anos. Recentemente, o CFA (Consumer Federation of America) publicou um dado alarmante: 49% desses profissionais nos EUA (cerca de 1,3 milhões) venderam apenas uma unidade – ou nenhuma – no último ano. 

Além disso, mais de 20 mil corretores de imóveis não renovaram suas licenças neste ano na Flórida, algo que é uma obrigação anual para quem quer continuar atuando no mercado. Você deve estar se perguntando: o que aconteceu? Há uma explicação por trás disso. 

Com a pandemia, muitos profissionais perderam o emprego ou tiveram que fechar seus negócios, o que levou parte deles a adotar um plano B e buscar alternativas para seguir ganhando dinheiro. Uma delas foi se tornar corretor de imóveis. Nos EUA, é possível conseguir o certificado por meio de um curso de duração de 30 dias. 

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Esses novos corretores surfaram a boa onda do mercado imobiliário – a procura por imóveis aumentou significativamente nesse período, com as pessoas buscando lugares maiores e melhores para viver em um momento no qual o isolamento foi necessário. Os dados do mercado comprovam isso: segundo a National Association of Realtors, foram vendidas 5,64 milhões de casas nos Estados Unidos em 2020. Desse montante, 822 mil foram novas construções, conforme informações do US Census Bureau.

O boom de compradores foi enorme. Encontrar pessoas querendo comprar imóveis não era algo difícil – até mesmo pessoas mais próximas – o que facilitou o acesso a esses profissionais e a prática de preços elevados, com comissões rápidas.

No entanto, a pandemia se foi, as águas se acalmaram e o mercado imobiliário sofreu uma reacomodação – algo normal após uma onda gigante. Hoje, estamos lidando com uma estabilização nos preços e um estoque maior de unidades, além do fato de que o crédito imobiliário está mais caro, por conta do aumento dos juros. 

Ou seja, não dá mais para praticar preços de venda fora da realidade e o dinheiro das comissões, não é tão fácil de se conseguir.

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Esse movimento impactou o comportamento de uma grande fatia desses profissionais, que, por sua fragilidade técnica e falta de experiência, acabaram deixando o mercado e retornando para seus universos profissionais de origem.

Eu entendo esse cenário como um momento no qual o mundo dos corretores imobiliários está passando por uma forte peneira. Ou seja, os profissionais que tiraram a licença, mas não investiram em se aprofundar no entendimento de processos técnicos e estruturais, e na criação de suas carteiras de clientes, estão sendo “exterminados”, ficando apenas aqueles que abraçaram de fato essa profissão e estão evoluindo junto com o setor.

Hoje é possível ser um broker imobiliário de excelência. A educação rema ao nosso favor, com a oferta de muitos programas e cursos excelentes de profissionalização. Muitos têm valores mais elevados, mas trazem conhecimento de primeira linha e o investimento já é coberto logo na primeira venda de um imóvel de luxo

Um deles é o Missão Alto Padrão & Luxo, que acontece no Brasil, no qual já participei como palestrante no evento. Além desse, realizamos o 1BRZ Summit, Luxury Top Producers Mastery, realizado na Flórida, EUA, no qual trouxemos profissionais de alta performance do mercado para dividir conhecimento e experiências, ajudando na formação destes brokers.

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No Brasil, há locais que oferecem essas vivências de capacitação para os profissionais do mercado imobiliário, como é o caso do IBREP, que engloba a prática de técnicas deste mercado para formar os corretores. 

São iniciativas como estas, que nos ajudam a criar um mercado com profissionais cada vez mais capacitados e preparados para atuar em um ambiente que demanda uma atenção diferenciada aos detalhes. Voar alto não é apenas uma opção, é uma busca constante devido aos ciclos que a economia global vem passando.

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