A principal vantagem de manter uma dessas soluções em apartamento é a redução da produção de lixo. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais da metade do descarte residencial produzido no Brasil pode ser transformado em adubo por meio da compostagem doméstica. Outro benefício do sistema caseiro é a redução dos gases que contribuem para o efeito estufa, já que em aterros sanitários os resíduos domésticos sem tratamento produzem gás metano (CH4).

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Por fim, o húmus resultante da compostagem é um potente adubo que pode ser utilizado na agricultura e também no cultivo urbano em menor escala, sem a necessidade de produtos sintéticos, ajudando a manter a produção orgânica. A última fase da compostagem produz o líquido que deve ser diluído em água para a aplicação em hortas e jardins. Um dos defensores dessa técnica é Cláudio Spínola, fundador da Morada da Floresta, que aponta muitas vantagens em optar pela experiência caseira. Além da obtenção dos nutrientes para plantas, incorporar decomposição do próprio lixo orgânico no cotidiano do lar confere percepção de responsabilidade sobre o cuidado com a natureza.

“Quando lidamos diretamente com nossos resíduos orgânicos, passamos a refletir mais sobre nossa alimentação. É muito natural que as pessoas percebam que estão comendo mais itens industrializados e poucos alimentos naturais. Essa reflexão promove melhorias nos hábitos alimentares. Em abril deste ano, recebi um depoimento de uma pessoa que disse que emagreceu 15 quilos depois que começou a fazer compostagem”, conta Spínola.

Como funciona

O método caseiro mais eficiente e que pode ser facilmente implementado em um apartamento é o da armação com minhocas, principalmente, devido aos seguintes benefícios:

  • Necessita de pouco espaço;
  • Não exala cheiro ruim;
  • A decomposição ocorre mais rapidamente;
  • Montagem em diversos locais, desde varandas até áreas de serviço.

Preparação

A instalação do método deve ter três andares:

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1.    Topo – No andar mais alto é depositado o lixo orgânico e então coberto com um material seco, como serragem ou folhas secas para evitar o mau cheiro;

2.    Intermediário – Durante a espera da decomposição do andar de cima, o intermediário funciona como o topo, para iniciar um novo ciclo;

3.    Fundo – No último andar é depositado o líquido, que é produzido nos andares superiores.

Existem modelos prontos, que podem ser comprados e instalados sem grandes dificuldades, mas também é possível montar composteira a partir de materiais recicláveis, como baldes ou caixas plásticas.

“São diversas as possibilidades, desde fazer uma a custo baixo com baldes de 18 litros a adquirir uma composteira, para facilitar a prática da compostagem e melhorar a experiência de uso. Em relação a custos, há opções para todos os gostos e bolsos”, acrescenta o especialista.